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Informativo Quinzenal

O PROFESSOR DA GERAÇÃO Z: DO “DETENTOR DA SABEDORIA” PARA O “ORIENTADOR DA SABEDORIA”

23.11.2015

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Educação se constrói. Os processos cognitivos que constituem o aprendizado são o resultado de abstrações mentais. Essas sinapses se iniciam ainda na primeira infância – alguns estudiosos dizem que até antes – e devem, desde o início, ter o acompanhamento da experiência e da maturidade de um tutor.

 

Esse parceiro pode ser alguém da família ou da comunidade que – com o título de professor – irá guiar os passos e as descobertas do aprendiz rumo ao crescimento.

 

Ensinar é um ato de muita responsabilidade.

 

Esse personagem mítico irá povoar a memória coletiva de toda uma sala de aula. Se tiver subido ao tablado para seis turmas por ano (com 100 alunos em cada uma), terá sido diretamente um dos principais agentes de transformação da vida de 7.200 alunos em uma década. Em muitos municípios esse é o quórum necessário para eleger um vereador ou um deputado.

 

Em um tempo de tecnologia da informação, interfaces virtuais, e-learning e e-books, seria interessante começar a especular sobre o futuro desses profissionais.

 

- Será que a educação irá se tornar um processo automatizado e os professores serão substituídos por softwares em um futuro próximo?

 

- Irá o ambiente virtual se tornar à sala de aula do século XXI?

 

- O Microsoft Word, se tornará o caderno de caligrafia, o Microsoft Excel o caderno de matemática e o Microsoft Paint Brush o caderno de desenhos?  Definitivamente não.

 

A vida moderna mudou o comportamento das pessoas – é verdade – que não precisam de esforço nenhum para obter dados. Eles vêm aos borbotões, inundando todos os sentidos com estímulos dos mais variados. Mas dados são apenas dados. Precisam de contexto para tornar informações e de correlações para virarem conhecimento.

 

Nessa época de experimentação o papel do professor irá mudar.

 

O mestre de hoje irá, sim, incorporar a utilização das novas ferramentas das quais dispõem. Assim como os canais.

 

Com tempo o professor está deixando de ser o “detentor da sabedoria” para ser um “orientador da sabedoria”. Se sua ação irá se dar presencialmente ou à distância, guiando as mãos que escrevem ou o cursor que navega, não importa. O que interessa é que o mestre sempre estará lá. Olhando pelo aprendizado, construindo o conhecimento junto com o aprendiz. Assim como fizeram com ele, de geração para geração.

 

 

 

 

 

RAFAEL VILLAS-BÔAS

Consultor Hoper Educação

 

 

EXPEDIENTE:

Revisão: Márcio Schünemann – Edição: Laura Neves – Diagramação: Laura Neves

 

ATENÇÃO: Não é permitida a reprodução integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é permitida apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime (Lei 9610/98).

 

 

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