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Informativo Quinzenal

FIES: MINHA IES ESTÁ EM SITUAÇÃO DE RISCO?

08.06.2015

 

O financiamento estudantil é um modelo aplicado atualmente em mais de 70 países e vem sendo implantado cada vez mais devido às pressões em relação às metas educacionais estipuladas pelos governos. No Brasil, o índice da população com educação superior é muito inferior quando comparado a outros países, inclusive aos vizinhos do Mercosul.

 

O custo mensal de um estudante brasileiro, na educação superior pública, chega a ser até cinco vezes maior que o valor da mensalidade paga pelo aluno de instituição particular. Assim, o financiamento estudantil se tornou uma das soluções possíveis para estimular o mercado educacional, atingindo as metas estabelecidas pelo governo, dividindo os custos com os alunos.

 

Através do FIES, o governo tinha a expectativa de que o programa, a longo prazo, fosse autossustentável, a medida em que cada estudante concluísse seu curso e iniciasse o pagamento do empréstimo. No entanto, a crise político-econômica foi o suficiente para mostrar as limitações desse sistema.

 

É claro que, ao avaliarmos todo o histórico, o FIES é um programa irreversível e muito positivo à educação superior. Mas as restrições adotadas a partir de 2014 evidenciam que a fartura de crédito do governo federal chegou ao fim. Mesmo que o programa volte a crescer, as novas normas e regras passarão a estabelecer cada vez mais uma contrapartida das IES e dos alunos, além de obedecer a uma ordem de prioridades governamentais, por exemplo: região, curso, renda familiar.

 

De 2011 a 2014, o número de contrato FIES subiu de 223.512 para 1.900.000; no mesmo período, o investimento total do governo aumentou de R$ 1,8 bilhão para R$ 13,7 bilhões. A previsão para 2015 é que os contratos totalizem 2.000.000. Essa projeção do ano indica estagnação no investimento governamental.

 

A Hoper Educação vem sugerindo nos últimos anos para que as IES estipulem uma “faixa de risco” de percentual de matriculados com FIES. Tal definição deve levar em consideração o posicionamento da IES, o público-alvo, a região e o planejamento estratégico.

 

 

Consideramos aqui, de modo didático, a seguinte escala de risco da IES com FIES: baixo risco (até 10% de alunos com FIES); risco leve (de 11% a 20%); risco moderado (21% a 30%); risco elevado (de 31% a 50%); risco crítico (maior que 50%).

 

Assim, estamos considerando até 20% de alunos com FIES uma faixa da escala tranquila de ser administrada pelas IES. Ou seja, os efeitos de oscilações de investimentos e atrasos nos repasses terão menor impacto. Praticamente um terço das IES que disponibilizou o FIES está exatamente nessa faixa.

 

Por outro lado, um quarto das IES está na faixa de risco elevado ou crítico, o que significa nível alto de dependência do governo federal. São instituições mais vulneráveis ao controle e imposições estatais, incluindo controle de preços.

 

Para as instituições, com baixo ou alto risco na escala, que já estão refletindo sobre novas estratégias para minimizar o impacto da diminuição de recursos em 2015 vindos do FIES, é válido levar em conta os seguintes aspectos:

 

  • Redução de custos: nesse momento, indispensável;

  • Novas receitas: aluguel de espaços ociosos, parcerias, cursos de férias, educação corporativa, entre outros;

  • Melhoria da estrutura de marketing;

  • Melhoria da capacidade de retenção;

  • Avaliação de linhas de créditos alternativas.

 

Mais uma vez vale reforçar que o FIES veio para ficar na educação superior brasileira. Portanto, a Hoper não acredita que o programa tenha risco de ser extinto ou irá sofrer mudanças radicais. O cenário atual é reflexo principalmente da condição político-econômica do País e a estimativa é que em 2 anos, o FIES possa voltar a crescer. No entanto, as mudanças iniciadas em dezembro de 2014 mostram que a dependência não é o melhor caminho. É preciso diversificar as fontes de receita para que o negócio seja sustentável a longo prazo.

 

Obs.: O conteúdo do texto tem como referência dados publicados recentemente na oitava edição da Análise Setorial da Educação Superior Privada – Brasil (2015), publicada pela Hoper Educação.   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alexandre Nonato

Analista de Mercado

 

 

EXPEDIENTE:

Revisão: Carla Thomasi  e Márcio Schünemann - Edição: Carla Thomasi – Diagramação: Laura Neves

 

ATENÇÃO: Não é permitida a reprodução integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é permitida apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime (Lei 9610/98).

 

 

 

 

 

 

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