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09
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15
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PRODEESE - Módulo III
Fórum Permanente de Líderes do Setor de EducaçãoSeminário Hoper em Porto Alegre
O Mundo da Educação Privada na Era dos Grandes Grupos EducacionaisNotícias
27
jul
Fonte: Jornal Brasil Econômico
Ensino público é novo gerador de negócios
Municipalização do ensino levou muitas cidades a investirem em sistemas privados
O interesse das grandes editoras no sistema de educação particular está ligado a um processo recente no sistema de educação brasileiro, a municipalização do ensino, que aumentou no final dos anos 1990 com a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental. "As grandes editoras, que dependem do programa do livro didático do governo federal, se viram ameaçadas pelo crescimento das metodologias particulares, que têm agradado muitos municípios ao oferecer apoio na educação e resultados em qualidade", afirma Ryon Braga, presidente da consultoria Hoper Educação. "Não é à toa que tanto a Abril Educacional quanto a Pearson pagaram caro para ter sistemas de ensino consolidados", diz. De acordo com Braga, a utilização de sistemas de ensino já atinge 35% das escolas privadas. As projeções mostram um potencial de crescimento para até 42% dessas escolas. Para a pesquisadora Paula Louzano, consultora da Fundação Lemann, a possibilidade de crescimento desse modelo de ensino está nos municípios pequenos.
Quanto aos estados e grandes cidades, que têm amplas redes de educação, a tendência é o desenvolvimento de metodologia própria, por exemplo, Brasília adquiriu da Sangari o sistema de ensino de ciência. Em São Paulo, a COC tem como maior concorrente a metodologia do governo do Estado, o programa Ler e Escrever, que é gratuito e também distribuído aos municípios interessados. Pesquisa feita pela Fundação Lemann mostra que cerca de 35% dos municípios de São Paulo contam com um sistema de ensino privado.
Expansão
De acordo com o Braga, as fusões e aquisições realizadas em educação este ano foram os maiores negócios dos últimos 24 meses. Levantamento da KPMG mostra que neste semestre, seis fusões e aquisições foram realizadas no setor de educação, em 2009, foram 12 transações, um número pequeno perto do ano anterior, quando 53 negociações foram realizadas. "Em 2008, as quatro empresas que foram ao mercado de capitais estavam com o caixa cheio para comprar", afirma Marcos Antonio Boscolo, sócio da KPMG, especializado em educação. O movimento arrefeceu em 2009, por conta da crise financeira e também por uma necessidade de as empresas consolidarem as aquisições realizadas. Este ano, a disputa vai continuar. "As quatro empresas abertas [Estácio, Kroton, SEB e Anhanguera] têm, juntas, R$ 680 milhões para investimentos", afirma Boscolo.
Além das empresas, o setor financeiro também deve participar mais da disputa.Braga afirma que, das 15 maiores empresas de educação do país, ao menos nove contam com recursos de fundos ou bancos em sua estrutura de gestão e governança. A exceção é a Unip, maior grupo de educação do país, que mantêm- se com gestão familiar.
Sistema Privado
505 mil é o número de estudantes de escolas públicas que utilizam hoje algum sistema estruturado de ensino, de acordo com levantamento da Fundação Lemann.
Sistema de Governo
705 mil é a quantidade de alunos de escolas públicas que utilizam material de ensino estruturado desenvolvido pelo governo do estado de São Paulo, segundo a Fundação Lemann.

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