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26 jul

Redes sociais em sala de aula versus dinossauros em ação



Autor: Ryon Braga

Uma inovação que começou em universidades da Europa e hoje se espalha por todo o mundo é o uso das redes sociais na educação. De forma complementar muitos estudantes já as utilizam, mas como ferramenta de uso diário em sala de aula ainda é uma novidade no Brasil.

Antes de explicar melhor o uso das redes sociais é preciso lembrar a tendência quanto ao uso da tecnologia em sala de aula. Não se pode conceber o computador (desktop, notebook, netbook ou ipad) como ferramenta a ser usada no laboratório de informática em aulas específicas. O computador é o lápis de ontem, precisa acompanhar o aluno todos os dias, o tempo todo.

Em algumas universidades europeias, os alunos, equipados com computador em sala, são incentivados pelo professor a se conectarem nas redes sociais acadêmicas durante a aula para ampliarem a discussão que ocorre em sala e colherem opiniões e informações diversas.

As redes sociais acadêmicas são formadas por comunidades com interesses específicos em determinadas áreas do saber. Em um curso de administração, por exemplo, encontramos comunidades de marketing, de finanças, de estratégia, de gestão de pessoas, de liderança, entre outras.

A construção do conhecimento é liderada pelo professor em sala de aula, mas ampliada pelas inúmeras trocas de informações e experiências entre as pessoas conectadas em rede.

Em alguns lugares, além das redes sociais, os alunos utilizam também a Wikipédia e os sites de busca em plena aula. Passamos do modelo de aula expositiva, na qual o professor explica, o aluno presta atenção, toma nota e, quando muito, interrompe o professor para tirar alguma dúvida, para um modelo participativo, no qual o professor propõe as questões a serem discutidas e as respostas são construídas de forma coletiva, com o auxílio da web e de centenas de outras pessoas de qualquer lugar do mundo, conectadas através das redes sociais.

Já existem vários relatos de casos onde alunos conectados na internet em aula fazem contato com o próprio autor da teoria que está sendo explicada pelo professor; com o dirigente da empresa que está sendo usada na ilustração de um caso; com um especialista de referência no tema específico que está sendo discutido; com pessoas que já viveram a situação descrita em aula; e muitos outros exemplos que atestam a riqueza da interação proporcionada pelas redes sociais e a comunicação on-line.

Na contramão da evolução do ensino, há muitas escolas e universidades no Brasil que ainda proíbem o aluno de usar notebook em sala e de se conectarem à internet durante as aulas. São verdadeiros dinossauros da educação que ainda vivem o antigo modelo de ensino baseado na retransmissão de informações de "segunda mão".

Ensino participativo e construção coletiva do conhecimento começam a ganhar corpo no mundo educacional, aproximando o universo do conhecimento do modelo de ser e de viver da Geração Y.

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