Cada vez mais as IES buscam atingir diferenciais por meio de seu capital humano, talento humano, capital intelectual, colaboradores, profissionais, ou simplesmente funcionários.
A crescente busca por profissionais bem formados e com as capacitações e competências necessárias para o novo contexto mercadológico cada vez mais competitivo é um fato que está se aproximando rapidamente, rumo à profissionalização das IES, sejam elas faculdades, institutos, centros universitários, ou mesmo universidades. Independente da característica administrativa, porte e região do Brasil onde estão inseridas, todas estão em busca de funcionários capacitados e com as expertises exigidas para gerar resultados com eficácia.
No entanto, o que vem se percebendo, é que a formação dos alunos, ou seja, a formação dos clientes, somente será alcançada por meio de uma equipe de profissionais bem formados, capacitados, com as competências necessárias, estejam eles atuando como docentes ou no setor técnico administrativo.
Verifica-se, portanto, algumas questões relevantes que deveriam ser levadas a sério como, por exemplo: a “máxima” muito conhecida por todos “a pessoa certa, no lugar certo”, que nem sempre vem sendo aplicada nas IES. É muito comum encontrarmos docentes despreparados, ministrando aulas no primeiro período do curso, onde se deveria atuar com professores experientes, para que estes encantem os alunos recém chegados, ou mesmo professores sem a capacitação necessária para ministrar uma disciplina, mas que estão na função como professor titular, e ainda, docentes que estão atuando em uma disciplina por simples interesse do coordenador do curso, ou por nepotismo, sem que o docente possua as características adequadas. Ainda neste mesmo aspecto, da “pessoa certa no lugar certo”, em se tratando do setor técnico administrativo, é muito comum encontrarmos profissionais desempenhando funções desprovidos da formação adequada, das expertises necessárias, e das habilidades fundamentais, não por falta de interesse ou mesmo proatividade, mas simplesmente pelo desconhecimento técnico exigido ao cargo. Outra realidade são os departamentos sem a definição de organogramas e funcionogramas, produzindo muito menos do que deveriam e gastando muito mais do que podem.
Uma segunda questão, comumente encontrada nas IES, é a falta de definição de papéis, tanto no âmbito acadêmico quanto no administrativo, por exemplo, nestas questões: quantos coordenadores de curso já foram apresentados às suas descrições de cargos? Quais funcionários sabem o que consta na sua própria descrição de cargo, compreendendo o que a IES espera de sua atuação, de modo formal e escrito, não de modo empírico? Quantos profissionais técnico-administrativos reclamam do desconhecimento de todas as suas funções? ou ainda reclamam do desconhecimento da função de seus pares, sejam eles do mesmo setor, ou dos setores ao qual se interrelacionam? Vale, portanto, nesta questão finalizar com mais uma pergunta: Você já compreende o potencial de uma descrição de cargo bem elaborada e entendida por seus funcionários?
Passando para uma terceira questão, verificam-se inúmeras IES com um quadro de funcionários maior que o necessário, comprometendo com a folha de pagamento (docente e técnico administrativo), mais de 50% do faturamento da IES. Garanto que você já pensou várias vezes nessa questão, mas sempre ficou sem chegar a uma solução pragmática para a situação.
Em suma, para não me estender, e ao invés de citar inúmeras ações relativas à gestão de pessoas, faço o seguinte questionamento: já pensou em implantar um método conhecido por Modelagem Organizacional em Gestão de Pessoas, de forma a adequar as pessoas aos cargos e funções de sua IES? Tratar de forma imparcial as pessoas certas no lugar certo, despindo-se do envolvimento emocional para com os funcionários? Trabalhar efetivamente com a descrição de cargos? Aproveitar ao máximo o potencial, habilidades e formação de seus funcionários, atingindo o melhor rendimento e motivação de sua equipe?
Essas são algumas das ações que podem ser atingidas por meio da implantação de uma consultoria em Modelagem Organizacional, ou seja, preparar sua equipe com profissionais bem formados, preparados e com perfil para as funções, alinhados aos cargos e conhecedores de suas responsabilidades.
Caio Polizel é Consultor Associado da Hoper com atuação na na área de Modelagem Organizacional. É Mestre em Administração - Gestão de Pessoas.
caio@hoper.com.br