Edição
nº 11- Janeiro/2008....................................................www.hoper.com.br
Conhecendo
sua Realidade na Internet
Albert
Alves
E-mail:
albert@coerencia.net
Este artigo pretende ser o primeiro de uma série onde serão
tratados componentes importantes de uma presença eficiente
na internet. O objetivo é demonstrar a inter-relação
e o trabalho complementar de alguns recursos web, alguns deles
bastante comuns e outros nem tanto.
Um
website pode ter vários objetivos e um deles é a
venda de seu produto, seja ele um curso ou uma publicação.
É neste objetivo que vamos focar e a idéia é
mostrar como combinar 5 elementos de forma sinérgica para
otimizar as vendas:
1.
O site propriamente dito.
2. Otimização em mecanismos de
busca.
3. Campanhas pay per click (Adword).
4. Newsletter e E-mail Marketing.
5. Monitoramento e análises.
Existem
dezenas de técnicas e boas práticas que aplicadas
a essas poderosas ferramentas, podem melhorar consideravelmente
os resultados. Para ajudar o leitor a separar as promessas teóricas
das possibilidades práticas, resolvermos começar
pelo elemento que permeia todos os outros e afasta permanentemente
toda suposição empírica dando lugar a mais
transparente realidade: as ferramentas
de monitoramento e análises.
Com
o monitoramento é possível conhecer a realidade
sobre todos os outros componentes. Essa
realidade muitas vezes não é agradável mas
é somente conhecendo-a que será possível
modificá-la.
Este
tipo de recurso pode monitorar seu website, seus newsletters e
suas campanhas de marketing e mostrar de forma objetiva o que
está funcionando bem e o que pode ser melhorado. Como são
as visitas de seu site? Qual é o comportamento de seus
visitantes? Como eles chegam até lá? O que pode
ser melhorado?
Existem
diversos softwares que fazem esse trabalho, alguns pagos, outros
gratuitos e outros ainda livres. Vamos nos concentrar numa ferramenta
gratuita fornecida pelo Google, o Analytics.
Note que embora o Analytics seja gratuito, o Google não
oferece o serviço de implantação e suporte
para a utilização. Por outro lado é disponibilizada
muita informação a respeito como por exemplo a Universidade
de Conversão, cuja versão em português
está disponível no endereço: http://www.google.com/support/conversionuniversity/?hl=br
A
implantação consiste resumidamente em se fazer o
cadastro no Google, inserir o código fornecido e colocá-lo,
juntamente com um script, em todas as páginas que deseja
monitorar (dê preferência para o novo código
ga.js ao invés de urchin.js). Cada vez
que aquela página é visitada, o script (pequeno
programa) executa e envia informações para o Analytics.
Se seu webmaster não dá suporte ao Analytics, consulte uma empresa especializada.
Uma
vez implantado o Analytics monitora seu site 24 horas por dia
coletando informações sobre
suas visitas. Você poderá receber relatórios
estruturados pela empresa que implantou o sistema ou ainda ter
acesso a uma área administrativa para consultas mais freqüêntes.
A partir daí começa a melhor parte e talvez a mais
complexa: como extrair conhecimento útil desse monitoramento?
Esse conhecimento útil certamente vai além de saber
apenas quantas visitas ou quantos page views (páginas vizualizadas).
A
seguir vamos analisar de perto algumas variáveis e entender
como elas poderiam nos ajudar.
Separaremos as variáveis dentro de 4 estruturas maiores
do mesmo modo como são organizadas
pelo Analytics:
VISITANTES
- Quem visita e como se comporta?
Variável básica para se acompanhar. A idéia
é simples sobre os visitantes: quanto mais, melhor.
Veja adiante a taxa de rejeição para saber o outro
lado desse jogo.
Número
de visitas: total de visitas, incluindo repetidas.
Número absoluto de visitantes: quantos
pessoas visitaram, não conta repetições.
Novos x antigos: nunca visitaram versus visitantes
de retorno.
É
importante ter uma alta taxa de novos visitantes o que demonstraria
uma boa capacidade do site de atrair visitantes. Mas também
é preciso ter visitantes de retorno que podem estar interessados
ou que gostaram do conteúdo (uma relação
em torno 70% de novos visitantes e 30% de retorno é um
bom indicador).
Na Cobertura Geo Map é possível
saber as cidades, países e continentes a partir dos quais
ocorreram as visitas. Isso pode ser bastante útil para
campanhas de marketing inteligentes que
veremos no artigo sobre campanhas pay per click.
A Taxa de rejeição é a porcentagem
de pessoas que abandonam o site muito rapidamente. Sinal de que
chegou lá por engano ou não gostou do que viu. Esse
indicador deve ter uma tendência negativa e deve ser analisado
em conjunto com o número total de visitantes. É
melhor ter 100 visitantes com uma taxa de rejeição
de 5% do que ter 1000 visitantes com uma taxa de rejeição
de 95% (o primeito traz 95 potenciais clientes enquanto o segundo
apenas 50).
Tempo
no site: tempo médio de todos os visitantes.
Duração das visitas: Visitas que
duram menos de 10 segundos devem diminuir com o tempo.
Maiores que 1 minuto indica maior interesse.
Profundidade da visita: Visitas de apenas 1 página
indica pouco interesse. Visitas com
profundidade de 2 ou mais páginas devem aumentar com o
tempo.
FONTES DE TRÁFEGO - Onde é melhor investir?
Este é um dos itens mais relevantes de todo monitoramento:
saber como as pessoas chegam ao site.
Considere pelo menos estas 5 fontes de tráfego:
1. Direto: o aluno sabe o endereço de
seu site, digita no navegador ou acessa pelos "favoritos".Este
público já sabe da existência de sua instituição.
2. Sites de referência: outro site tem
um link que aponta para o seu.
3. Mecanismos de pesquisa: o aluno pesquisa no
Google por determinada área de interesse atendida por sua
instituição, seu site aparece nos resultados naturais
e o aluno clica para visitá-lo (Estudaremos os detalhes
no artigo sobre otimização).
4. Campanhas pagas: o aluno pesquisa no Google,
aparece seu site nos links patrocinados e ele clica para visitá-lo
(Aprofundaremos este tema no artigo Campanhas pay per click).
5. E-mail Marketing: Você cria um e-mail,
instala o Analytics nele (sim, é possível) e
monitora as visitas que ocorreram a partir dali.
O acesso direto deve ser a menor contribuição
de suas visitas, a menos que sua instituição seja
tãofamosa quanto o Google. Os sites de referência
são um bom investimento e depende de sua política
de parcerias. Sempre é bom pedir que seus parceiros façam
links para seu site. Faça uma boa rede de relacionamento
e troque links, isso é bom para todos.
As
visitas por mecanismos de buscas, campanhas pagas
(Adword) e campanhas por e-mail devem
representar a maior fatia das fontes de tráfego. Aqui temos
um dos pontos mais sensíveis de toda análise porque
está diretamente relacionado a seu investimento. Onde é
melhor investir? Minha estratégia tem funcionado? Todo
investimento pode ser bom, desde que racional e sistematicamente
monitorado. Não joque dinheiro fora com campanhas desarticuladas
ou otimizações pouco realistas. Deixe os fatos lhe
mostrarem o caminho.
Podemos ficar em dúvida se é melhor investir numa
campanha
do Adword, numa otimização ou ainda num e-mail
marketing.
O que não podemos ter dúvida é que o primeiro
investimento,
antes de qualquer coisa, deve ser feito em monitoramento.
O Analytics pode ser considerado os "olhos" do profissional
de marketing. Bons olhos e um bom
cérebro resulta em boas atitudes. Embora esse tópico
mereça ser detalhado isoladamente, abaixo descrevemos 2
técnicas simples que podem ser acompanhadas para melhorar
o fluxo de visitantes:
Palavras-chave: Você pode descobrir que
uma palavra-chave atrai muitos visitantes e otimizar
ainda mais o conteúdo do site para essa palavra. Ou ainda
fazer uma campanha no Adword
contendo os sinônimos ou correlatos mais baratos no custo
por clique. Ainda é possível constatar que uma determinada
expressão atrai muitos visitantes por engano.
Teste A/B: Você monitora durante 30 dias
uma página. Faz uma modificação (tentativa
de
melhoria) e monitora por mais 30 dias e depois compara qual trouxe
melhores resultados. O mesmo vale para newsletter ou e-mail marketing.
Envie uma campanha com determinada estratégia (layout,design,
tipo de conteúdo). Um tempo depois envie outra mudando
uma das estratégias e compare o resultado. Esse tipo de
teste pode ocorrer permanentemente em busca de melhorias.
Você pode usar este método para estudar campanhas
off-line criando por exemplo 2 panfletos
diferentes sobre o mesmo produto ou serviço de sua empresa.
Cada panfleto deve remeter a um link diferente na web. Monitorando
as 2 páginas com o Analytics é possível saber
qual panfleto
funcionou melhor.
CONTEÚDO - O que se pode oferecer de bom?
Conteúdo é o que há de mais valioso na internet.
As pessoas estão sempre em busca de informação.
Ofereça conteúdo de qualidade e de preferência
gratuitamente e colha os bons resultados no futuro.
Esteja atento às tendências e necessidades de seu
público-alvo e forneça informação
de ponta a respeito do tema.
Questões básicas importantes que devem ser acompanhadas
em qualquer site são as páginas mais visitadas,
principais páginas de chegada e principais páginas
de saída. As páginas mais
visitadas podem lhe mostrar o conteúdo julgado mais interessante.
As principais páginas de chegada são por onde os
visitantes chegam ao site.
Lembrando que é possível chegar por qualquer página
que seja mapeada pelos mecanismos de
buscas ou ainda que seja referenciada por outro conteúdo,
outra página ou mesmo um e-mail. As páginas de saída
são onde os visitantes abandonam seu site. Sempre é
bom entender se há alguma coisa que possa ser melhorada.
Conhecendo esses detalhes é possível planejar os
funis de conversões que serão descritos a seguir.
Além de facilitar a análise daquilo que tem funcionado
bem e o que pode ser otimizado.
METAS - Nem todos os caminhos levam a Roma...
Aqui é importante conhecer o conceito de funil que é
o caminho percorrido até determinado
objetivo. Supondo que um dos objetivos de um site seja conseguir
leads (prospects ou potenciais clientes). O site pode fornecer
um formulário para contato e você pode estabelecer
o envio deste formulário como uma meta. O funil será
o caminho necessário que o visitante poderá percorrer
até chegar a enviar o formulário. Por exemplo, o
passo 1 pode ser chegar na página de produtos e serviços,
depois clicar para um determinado produto, seguir para uma página
com mais detalhes e enfim chegar ao formulário solicitando
orçamento ou mais informamções.
O estudo, planejamento e acompanhamento destes funis são
de extrema importância para qualquer administrador. Você
poderá acompanhar onde o funil é mais abandonado
e pesquisar o por quê. Às metas se pode atribuir
valores financeiros que podem ser acompanhados.
A taxa de conversão será quantos
visitantes chegaram ao último ponto do funil em relação
à
quantidade total de visitantes. No exemplo acima, se 100 visitantes
chegam na página inicial do
funil e somente 1 envia o formulário, a taxa de conversão
é de 1%. Supondo ainda que para cada lead recebido, 10%
se convertem realmente em clientes. Se a meta no período
requerer 10 novos clientes, precisaremos de 10.000 visitantes.
No entanto, se conseguirmos melhorar a taxa de conversão
de 1% para 2%, precisaríamos de 5.000 visitantes.
CONCLUSÃO
Esta foi uma visão panorâmica sobre monitoramento
e análise de sites mostrando algumas variáveis importantes.
O tema é demasiado extenso para ser esgotado em apenas
um artigo mas esperamos que possa auxiliar o leitor na utilização
desta importante ferramenta. Na continuação desta
série de artigos, será possível perceber
os pontos de sinergia entre o Analytics e os demais componentes
que descrevemos no início como a Otimização
em Mecanismos de Busca, campanhas pay per click e Newsletter.
Esta combinação de recursos, quando utilizada corretamente,
pode, sem dúvida, ajudar um
empreendimento a alcançar seus resultados de forma mais
rápida e segura.
Referências
1. Blog oficial do Google Analytics: http://analytics.blogspot.com/index.html
2. Blog não-oficial do Google Analytics:
http://www.roirevolution.com/blog/
3. Universidade da Conversão: http://www.google.com/support/conversionuniversity/?hl=br
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