Edição nº 09 - Junho/2007 ..............................................................www.hoper.com.br

Utilizando o Network Based Marketing a favor da IES.

Network Based Marketing, Marketing Endêmico, Viral ou Buzz Marketing. Diversos nomes e uma só estratégia: utilizando clientes e prospects como agentes de captação de novos clientes e prospects.

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Hoper Consultoria
E-mail: hoper@hoper.com.br

Notícias do setor (Maio /Junho)
Acompanhe por meio da Bússola Educacional os principais acontecimentos do Setor Educacional no período de Maio e Junho. Retomamos as notícias relevantes, apresentadas de forma direta para uma leitura rápida.
Evasão em universidade privada é recorde.
Os alunos do ensino superior privado estão com cada vez mais
dificuldades para se manterem nos cursos. Dados inéditos do Semesp
mostram que 18,1% dos estudantes abandonaram a universidade em 2005, maior percentual dos últimos seis anos.
Fator Prouni volta a intensificar crescimento do setor.
O ensino superior privado, que vinha sofrendo uma desaceleração no
número de ingressantes, reverteu essa tendência e aumentou em 10,9% a
quantidade de novos alunos em 2005 em função dos alunos provenientes
do Proun
i. 
Universidades privadas devem R$ 11.000.000.000,00 para o governo e
terão facilidade para saldar débitos.
Foi divulgado pela primeira vez na última semana de maio, em uma
audiência pública na Câmara dos Deputados em Brasília, o valor total
das dívidas das universidades privadas com o governo.
Apenas 1,6% das instituições privadas alcançaram nota máxima no Enade
2006 (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes)
Na outra ponta um terço dos cursos das instituições particulares de
ensino superior (30,2%) avaliados tiveram notas 1 e 2 (as menores de
uma escala de 1 a 5). Entre as instituições publicas 21,2% tiveram nota máxima e 16,9% as notas mais baixas.

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Conheça os serviços de Avaliação Mercadológica e Diagnóstico Estratégico da Hoper Consultoria.

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Editora Hoper

 

Gestão Profissional em Instituições Privadas de Ensino Superior


Um guia de sobrevivência para mantenedores, acionistas, reitores, pró-reitores, diretores, coordenadores, gerentes e outros gestores instituicionais

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Fusões – Aquisições e Joint Ventures

Aquisição
Investidores procuram IES com 800 a 4.000 alunos para aquisição integral do negócio.

A Hoper Consultoria seleciona IES interessada na venda integral. A instituição pode atuar em qualquer parte do território nacional, mas terão preferência IES localizadas no interior de São Paulo e do Paraná. A IES deve ter entre 800 e 4.000 alunos e possuir, no mínimo, oito cursos autorizados.
Garantimos sigilo das informações: hoper@hoper.com.br

Curso Hoper – 5ª. Turma (agora em Foz do Iguaçu – PR).

A Hoper Consultoria, comemora o sucesso do Curso em Gestão Sistêmica para Instituições de Ensino. O curso consolida o programa de formação de administradores e stakeholders do setor educacional em assuntos estratégicos da Gestão de IES.

A Hoper seleciona para seus cursos apenas assuntos de relevância prática e alta aplicabilidade no negócio educacional. Os "temas quentes" do setor são apresentados por meio dos principais especialistas do meio, estudos de casos e interação entre os alunos. O network construídos pelos estudantes é altamente qualificado devido ao perfil heterogêneo do público, vindos de diversos setores e departamentos de IES de tamanhos e localidades diversas. A experiência trocada agrega as Instituições e ao Curso de forma geral.

Maiores informações: cursos@hoper.com.br ou 0800 283 9030.

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Análise Setorial



Análise Setorial do Ensino Superior Privado no Brasil
Tendências e Perspectivas - 2010

Após completar 10 anos dedicados aos estudos mercadológicos do ensino privado brasileiro, a Hoper Educacional reuniu todo seu material de pesquisa e ofereceu ao setor de ensino privado o mais completo estudo setorial já realizado até o momento. A Análise Setorial do Ensino Superior Brasileiro é fruto de intensas pesquisas da Hoper e da consolidação das pesquisas de mais de uma dezena de outras empresas, entre elas o MEC/Inep, IBGE, Ideal Invest, Observatório Universitário, Paulo Renato Souza Consultores, Macroplan, ABED, entre outras.

 

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Divulgação

A Empresa Familiar - Um sonho realizado

Armando Lourenzo, Doutor em administração pela FEA/USP, especialista em Sucessão Familiar, publica livro pela Saraiva.

Aspecto de troca de comando é um assunto cada vez mais merecedor de atenção dos pesquisadores e consultores. No Brasil, particulamente, diversos estudos têm relatado casos de sucessão na realidade dessas organizações.

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Grupo Hoper

Considerada a empresa pioneira no Marketing Educacional e na Avaliação Mercadológica de instituições de ensino no Brasil, a Hoper é, atualmente, a empresa de consultoria educacional mais citada pela mídia impressa brasileira, com citações em importantes veículos entre eles a Revista Veja, Revista Época, jornais O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Gazeta do Povo, Zero Hora, Valor Econômico, Gazeta Mercantil, entre outros.

Entre seus clientes de consultoria encontram-se grandes e pequenas instituições de ensino superior, como a Universidade Anhembi Morumbi, Universidade Católica de Brasília (UCB), o Centro Universitário São Camilo, a PUC-PR, o IESB, a Universidade Regional de Blumenau, a holding VERIS Educacional (Faculdade IBTA e Faculdade IBMEC RJ e MG), bem como, grandes redes de ensino básico, como a Rede Salesiana de Escolas da ISJB, que inclui 19 instituições de ensino.

Na parte editorial, foi responsável pela produção de conteúdo e criação gráfica da Revista @prender por dois anos e, atualmente, desenvolve diversas coleções de livros para o ensino superior.

No segmento de eventos, a Hoper realiza, em média, 12 seminários anuais e foi a empresa criadora e organizadora do I Congresso Brasileiro de Marketing e Comunicação para Instituições de Ensino e do Seminário Internacional de Inovação no Setor Educacional.

Especializada também em pesquisas no setor educacional, a Hoper é responsável pelas principais análises estatísticas do setor de ensino privado. Para dar visibilidade aos seus trabalhos e pesquisas, atualmente a Hoper desenvolve o boletim “Bússola Educacional”, periódico eletrônico mensal cujo conteúdo apresenta temas pertinentes a educação privada no Brasil.


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Edição nº 09 - Junho/2007 ....................................................www.hoper.com.br

Artigo do Mês

Utilizando o Network Based Marketing a favor da IES.

 

Rafael Villas Boas
E-mail: rafael@hoper.com.br

Network Based Marketing, Marketing Endêmico, Viral ou Buzz Marketing. Diversos nomes e uma só estratégia: utilizando clientes e prospects como agentes de captação de novos clientes e prospects.

O conceito de DBM deveria estar claro e consolidado na psique coletiva de Gestores de Marketing para Instituições de Ensino. Se ainda não está, segue um reforço:

O Data Base Marketing, é o gerenciamento de dados e informações de forma sistêmica no intuito de gerar conhecimento e oportunidades de negócios para as organizações.
O levantamento prévio de informações demográficas, geográficas, econômicas (até mesmo psico-sociais), e de dados como idade, sexo, nível de escolaridade e renda, CEP, entre outros, não é nenhuma novidade nas campanhas de Captação de Alunos de Instituições de Ensino Superior privadas. A falta de recursos vêm obrigando as IES a buscarem performance a todo vapor, seja por meio de um melhor desempenho em negociações de mídia, seja através de universos mais específicos para focar o escopo da mensagem publicitária.
Esse é o modelo por meio do qual às Instituições mais profissionalizadas vêm administrando suas campanhas.
Na era do conhecimento perecível e continuado, todos nossos dogmas tem prazo de validade, e não podemos utilizar as regras de hoje no jogo de amanhã. Resta ir atrás de novas fórmulas para antecipar tendências e sair na frente na busca da vantagem competitiva.
O Data Base Marketing evoluiu, transcendeu e alçou novos vôos, auxiliado pelas novas Tecnologias de Informação. Chegou a sua versão mais atualizada, chamada de Network Based Marleting.

Se no passado tentávamos encontrar “dados específicos de Pessoas, e novas Pessoas por meio de dados específicos”, as novas tecnologias nos permitem hoje encontrar “Pessoas por meio de Pessoas”.

No passado, por exemplo, sabíamos que se nossos alunos tinham entre 18 e 25 anos e residiam em uma determinada região, era possível generalizar esse grupo e concluir que todas as Pessoas de 18 a 25 anos, daquela área, eram alunos potenciais de nossa Instituição.

As pessoas possuem uma tendência de relacionarem-se com outras parecidas com elas. Seus padrões de consumo seriam, portanto, semelhantes, independentemente de discutirem ou não as qualidades de um determinado serviço ou produto. A esse fator a teoria social vem chamando de “homofilia”.

Recentes estudos concluíram que os laços de relacionamento, a “homofilia”, são muito mais importantes que quaisquer dados que um gestor consiga gerar por meio do Data Base Marketing. Por mais profundas que sejam essas informações. O que já figurava, há tempos, nas pesquisas sócio-educacionais das Instituições de Ensino, onde a “Indicação”, sempre liderou os principais motivos de escolha por uma Instituição.

Os Seis Graus de Separação.
De fato o conceito de Marketing Viral, ou Endêmico não é novo e certamente têm parte de sua fundamentação teórica na pesquisa “Mundo Pequeno”, publicada em 1967 pelo psicólogo norte-americano Stanley Milgram, na revista Psychology Today. Milgram descobriu que voluntários nos estados norte-americanos de Nebraska e Kansas conseguiram chegar a pessoas desconhecidas em Massachusetts usando uma rede de amigos, contatos comerciais e outras relações. Essa teoria teve desdobramentos e ficou conhecida como os 6 Graus de Separação, pois apontou que esse é o número máximo de contatos necessários para criar uma ponte entre duas pessoas em qualquer lugar do planeta.
Com o advento da internet esses canais tornaram-se ainda mais estreitos. As possibilidades tornaram-se ainda mais promissoras por meio das redes sociais. Os seis graus de separação são globais e caíram para 5 (segundo recente pesquisa publicada na revista Science). Os resultados dessas pesquisas se aplicam as diversas áreas. Podem ajudar a esclarecer epidemias, modas culturais, comportamento dos mercados de ações e marketing para Instituições de Ensino. Um novo experimento nesse campo pode ser encontrado em http://smallworld.columbia.edu/. Na prática o site Orkut ilustra bem a teoria.

As mensagens nas Redes Sociais

Se bastam 6 contatos para atingir qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, a teoria do “Mundo Pequeno”, torna cada ser humano um poderoso canal de comunicação. Se considerarmos o “poder de persuasão”, um bate papo informal, pode ser o “momento mágico de vendas” que todos procuramos em nossas Campanhas, Compostos de Mídia, Departamentos Comerciais, etc.
A teoria dos “6 Graus de Separação” integra as “Redes Sociais” posto que uma pessoa relaciona-se com diversas outras. E cada uma dessas pessoas relaciona-se com outras exponencialmente. A teoria social afirmara que entre todas as suas egregoras, um ser humano possui em seu círculo mais fechado de relacionamento 8 a 12 pessoas. Esse grupo pode ser facilmente expandido para mais de 50 pessoas (próximas, mais nem tanto). O crescimento é geométrico.

Modelo de Crescimento Exponencial de uma Rede Social onde cada pessoa interage com outras duas. Você conhece algum aluno com apenas dois amigos?

Redes Sociais e o Marketing para Instituições de Ensino.

Um estudo intitulado “O marketing de rede: identificando possíveis clientes por meio de redes de consumidores”, publicado em maio de 2006 no Journal of Statistical Science, e elaborado por Shawndra Hill, professora da Wharton School, escola de negócios da Universidade da Pensilvânia, junto com outros autores, constatou que o consumidor demonstra muito mais disposição em adquirir um produto ou serviço se for “vizinho de rede” de outros consumidores daquele produto.
As chamadas “redes sociais” são constituídas pelo “quem conversa com quem” “quem telefona”, “quem manda mensagens de sms” ou “quem envia e-mails para quem”, e o novo desafio do marketing está em chegar a esses grupos e fazê-los reverberar uma determinada mensagem, programada e controlada.
As atuais estratégias dividem as possibilidades do Buzz Marketing em duas principais frentes. Para fins didáticos chamaremos aqui, esses dois campos de “Indicação Indireta” e “Indicação Direta”.

Indicação Indireta ou Implícita.

Toda vez que uma pessoa utiliza determinada roupa, bolsa ou acessório, está transmitindo uma mensagem. Diversas marcas souberam capitalizar esse efeito e utilizar essa mensagem a seu favor. A LaCoaste imprimindo seu “Jacaré” no peito de Tenistas e Golfistas (e médicos) de todo mundo foi uma das pioneiras e mais bem sucedidas organizações a administrar esse efeito.
Hoje esses processos são profissionalizados e o custo para determinada estrela fazer uso de uma grife é diretamente proporcional à mídia que ela proporciona.
No Marketing Esportivo essa é uma commoditie negociada a preço de ouro, assim como na Indústria da Moda.
Por isso somos tão insistentes e perseverantes na defesa de uma Griffe para as Instituições de Ensino. Harvard capitaliza com excelência através dos seus “anéis de formatura”. Os ex-alunos de Harvard ostentam com orgulho essa jóia, que os diferencia social e profissionalmente.
O exemplo do Hotmail é outro caso clássico. O Hotmail, hoje o principal provedor de e-mails gratuitos do mundo, iniciou seu processo de expansão com uma ação simples e definitiva. Primeiro distribuiu, como faz hoje, contas de e-mails e serviços de internet de forma gratuita. Depois criou uma assinatura contendo a seguinte mensagem: "Get your private, free email at
http://www.hotmail.com”. “Tenha seu E-Mail Grátis”, em bom Português.
Dessa forma, indiretamente, os assinantes do Hotmail tornaram-se agentes de prospecção de novos assinantes de forma indireta. Os resultados foram 9.000.000 novos assinantes em 24 meses.
Outro exemplo notório, de controle do efeito endêmico da “Indicação Indireta”, veio na campanha de lançamento do livro “O Código Da Vinci”, nos EUA, quando mais de 10 mil exemplares foram enviados gratuitamente para pessoas influentes e livrarias, a título de degustação. O resultado foi a construção de um dos maiores best sellers e sucessos editoriais da história. Os exemplos se multiplicam e permanece uma dúvida: como uma IES pode criar estratégias nesse sentido, de forma simples e objetiva?

A resposta está na própria atividade fim da escola. O Buzz Marketing é resultado de uma experimentação. Por isso suas estratégias são relacionadas a prática, a vivência e a experiência por meio de test drives, fun tours, degustações, premiéres etc. As pessoas expostas ao produto nessas condições tendem a se tornar multiplicadores da mensagem e da marca.
Se a Experiência é o “Momento Mágico”, o processo seletivo deveria ser permeado por Palestras, Seminários, Apresentações, Oficinas e WorkShops. Todo o grupo de prospects formado por “interessados na instituição durante um período de uma semana”, deveria ser convidado para uma visita monitorada pelo Campus e assistir uma apresentação de um professor. Esses momentos mágicos deveriam ser o pré-venda, a argumentação. Uma forma muito mais elegante que a venda forçada das ações de Telemarketing.
Uma outra questão deveria estar relacionada ao contrato de trabalho dos professores, e ao seu compromisso com a Instituição. Os professores deveriam fazer no mínimo uma apresentação fora da Instituição todos os meses. Se cada professor fizesse dez apresentações em empresas, congressos e eventos ao longo do ano, o esforço de captação e vendas da instituição poderia ser substancialmente reduzido no final do ano. A platéia exposta a uma aula-show faria o papel de milhares de jornais, outdoors, anúncios em rádios e canais de televisão. A instituição deveria montar um programa de participação em eventos diversos. De congressos de medicina a feiras em colégios, reuniões em associações de bairro e sindicatos. Onde existir um palanque um professor da empresa deveria estar lá, proferindo a sua melhor aula, encantando e assinando com o nome da Instituição.

Indicação Direta ou Explicita.

Ainda que não intencional, com o intuito de vender, a Indicação Explicita ou Direta ocorre de uma pessoa para outra, por meio de uma declaração, testemunho ou depoimento, escrito ou falado, geralmente de uma experiência de consumo. Nesse clássico processo de comunicação, primeiro temos o agente: o emissor da mensagem.
Na pesquisa desenvolvida pela Wharton School, a Profª Shawndra Hill e seus colaboradores analisaram a campanha de uma grande empresa de telecomunicações (possivelmente a AT&T) e chegaram a algumas importantes questões relativas ao marketing viral.
A pesquisa analisou os resultados de uma estratégia que focou pessoas relacionadas a clientes de dois novos produtos da empresa (um novo serviço de comunicação via Internet e um novo plano de pagamentos).
Por um lado a empresa elaborou uma campanha conservadora de mala direta voltada para prospects relacionados por meio de uma pesquisa embasada em inúmeros dados demográficos e geográficos (Data Base Marketing).
Por outro lado a empresa inovou e dirigiu também, sua campanha de marketing, para um outro grupo composto por pessoas que eram “relacionadas” a sua base já instalada de clientes. Utilizando o conceito da “homofilia”.
A questão chave é que os registros da empresa permitiram aos pesquisadores, e aos gestores dessa campanha de marketing, ver “quem se comunicava com quem” por meio do serviço de telefonia tradicional. Bastou segmentar um mailling com aquelas que não eram consumidoras do novo produto para obter resultados 340% mais elevados de retorno na comunicação.
Esses dados da companhia eram exclusivos, e fizeram toda a diferença na comercialização desse produto. São dados como esses, essenciais para campanhas endêmicas de comunicação e vendas, que vêm justificando – em parte – alguns movimentos da economia.
O eBay, por exemplo, adquiriu recentemente a Skype, empresa de telefonia via Internet. A transação de 2,6 bilhões de dólares ocorreu, entre outras razões, motivada pelo enorme volume de dados sobre “quem telefona pra quem via Skype”. Além disso sites de redes sociais como o Orkut, Uolkut, MySpace, Friendster e Facebook, e Blogs são promissores para o marketing de rede. Não se surpreenda, portanto, se a Wal Mart (ou algum outro gigante do varejo) dedilhar áreas da Comunicação, pouco relacionadas ao comércio. Informação é, cada vez mais, a diferença na Sociedade do Conhecimento.
A polêmica potencial acerca da privacidade é refutada pelo valor agregado do produto (que “se gera um benefício ao consumidor não caracterizaria um Spam”). E em última análise, de forma mais direta, as empresas são donas dos dados de seus consumidores (inclusos aí o conteúdo de seus e-mails e dos scraps escritos no Orkut) e podem legalmente utilizá-los para fins comerciais. Dúvida? Leia, então, da próxima vez, as letras miúdas do extenso contrato de adesão antes de clicar sobre o “I Agree”!
No Brasil, no final da década de 90 e no início dos anos 2000, muitas organizações trataram de investir dezenas de milhares de reais em provedores de acesso a internet, no sentido de conceder contas de e-mails para seus alunos. Os custos da época, elevados, foram mal investidos e poucas ainda mantém esse serviço. Os alunos não trocaram à certeza de suas contas de e-mail do Hotmail e não aderiram a conta com a marca da IES, que trataram de encher as caixas postais com mensagens sem objetivo estratégico.
É certo que nenhuma Instituição teve a visão de utilizar essa poderosa rede como canal de prospecção de clientes.
Hoje os custos baixaram e é viável com investimento reduzido resgatar essa estratégia e garantir que os estudantes não só tenham contas de e-mail com o endereço da Instituição como utilizem intensamente essas contas. E certificar-se que os contratos assegurem a propriedade do Network construído por essas trocas de mensagem.

Buzz Marketing é para todos os produtos?

Qual foi a última vez que você conversou sobre Bombas D’Água? Ou sobre a excelente qualidade do seu serviço de distribuição de energia elétrica? Ou, ainda, sobre as propriedades terapêuticas do tapetinho do seu carro?
Alguns produtos não viram assunto. Não tem apelo. Não são potencialmente geradores de conversas e não despertam um bom bate-papo.
A própria companhia telefônica pesquisada pela Wharton testou sua estratégia em um segundo produto, um novo “plano de pagamento” e obteve resultados desanimadores. O apelo do primeiro produto, “telefonia pela internet” vinha da inovação tecnológica que representava.
O mesmo ocorreu no Brasil, quando a Masterfood decidiu utilizar uma estratégia de Marketing Viral para comercializar a marca de chocolates TWIX, um produto com pouco potencial para gerar um efeito endêmico de comunicação.
Para tanto a Masterfood veiculou, inicialmente na Internet, um comercial onde três personagens – amigos - têm um tique nervoso e gritam as palavras ”caramelo”, “chocolate” e “biscoito”. O humor do filme e seu visual moderno o transformaram em um fenômeno. A peça circulou pela internet e, apenas depois de ter-se consolidado em plataformas como o YouTube e ter sido assistida on line por um número incalculável de pessoas, começou a rodar o circuito comercial de televisão. No meio tempo à agência de publicidade contratou atores para imitarem os personagens em locais de concentração de publico. O feedback foi enorme e as vendas um sucesso.

E na Educação?

Pense em todo o Ensino Médio e nas milhares de rodas de bate-papo que se formam diariamente nos intervalos das aulas de turmas de primeiro, segundo e terceiro ano. Agora pense em quais estratégias são necessárias tornar sua Instituição o foco do assunto do maior número possível dessas conversas. Certamente você estará caminhando rumo à consolidação de uma ação de Network Based Marketing.
Uma estratégia menos elegante e cada vez mais comum em outros setores, é infiltrar um “cliente fantasma” nessas rodas e estimular, por meio dele discussões sobre sua Instituição e seus cursos.
Pode ser um aluno remunerado ou um funcionário com bolsa de estudo. O sigilo é fundamental em uma ação como essas, e o acompanhamento e controle também. Uma segunda ação para segmentar e interagir com esses grupos são os sites de Relacionamento Social (o Orkut como principal representante no Brasil). O Web Master das IES deveria dedicar 25% do seu tempo para desenvolver estratégias para essa, e outras plataformas, tamanho o seu potencial.
Por fim outra ação popular são as campanhas de Member Get Member, ou indicação. Hoje quase todas as IES lembram-se da importância do Network Based Marketing somente nas vésperas das campanhas de Processo Seletivo. Deveriam adotar essa prática enquanto política institucional, tanto para funcionários quanto para alunos. E deveriam ser agressivas no incentivo a essa cultura.

As Regras de Ouro do Marketing Viral

Para finalizar, o Dr. Ralph F. Wilson, consultor norte americano de E-Commerce, publicou em 2000 as conclusões de seu estudo resumindo “Os Seis Princípios do Marketing Viral”. Seis máximas que criam as condições ideais para o Buzz Marketing.
Para que uma mensagem ganhe o apelo necessário e seja disparada espontaneamente em redes sociais:
- Dar gratuitamente produtos e serviços;
- Garantir meios simples pelos quais a mensagem possa transitar;
- Atender ao crescimento da demanda;
- Explorar motivações e comportamentos de consumo naturais das pessoas;
- Utilizar redes de relacionamento já estabelecidas;
- Tirar vantagem de recursos alternativos de comunicação;
Um material complementar muito interessante para quem quiser aprofundar-se no assunto, que pode ser consultado em:
http://www.crmodyssey.com/Documentation/Documentation_PDF/Principles_viral_marketing.PDF


 

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Notícias do setor (Maio / Junho)

Evasão em universidade privada é recorde.

Os alunos do ensino superior privado estão com cada vez mais dificuldades para se manterem nos cursos. Dados inéditos do Semesp mostram que 18,1% dos estudantes abandonaram a universidade em 2005, maior percentual dos últimos seis anos.
Em 2004, a taxa de evasão ficou em 14,5%, menor do que no ano anterior (16,5%).
Os dados referem-se à região metropolitana de São Paulo e serão divulgados oficialmente pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo) na próxima terça-feira, em evento na sede da entidade, no
Ipiranga (zona sul da capital).
Segundo o sindicato, a desistência aumentou porque as instituições privadas começaram a procurar as pessoas das classes C e D, uma vez que a população de maior poder aquisitivo já está bem atendida.
"A maior prejudicada é a classe C. Ela não tem acesso aos programas de bolsas ou de financiamento do governo. Se aparece qualquer dificuldade, ela não tem como pagar mensalidade", afirmou o presidente do Semesp, Hermes Figueiredo. "Já a classe D tem o Prouni. Só que o aluno ganha a bolsa, mas não consegue bancar os gastos para se manter."



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Hoper Consultoria

A Hoper oferece a seus clientes a seguinte gama de serviços:

CONSULTORIA EM GESTÃO ESTRATÉGICA DOS SERVIÇOS EDUCACIONAIS
AVALIAÇÃO MERCADOLÓGICA


A Consultoria em Diagnóstico Estratégico (Avaliação Mercadológica) da Hoper Educacional inclui os seguintes elementos:

1) Avaliação sócio-demográfica da região de abrangência da IES para fins de análise da demanda para cursos de graduação, presenciais e à distância, utilizando a metodologia própria e elementos de geomarketing que inclui:
• Perfil demográfico.
• Perfil de renda.
• Perfil de disposição da clientela e da concorrência
.
2) Diagnóstico da situação do Ensino Superior privado na região de abrangência, com avaliação do perfil da concorrência local.
3) Indicadores setoriais de demanda e concorrência.
4) Análise qualitativa e quantitativa da concorrência.
5) Identificação do perfil do aluno, do prospect e da percepção de marca da instituição, através de pesquisas qualitativas e quantitativas com alunos, prospects e alunos das IES concorrentes.
6) Avaliação da tendência da demanda de alunos para cada um dos cursos da IES e avaliação do portfolio de cursos da instituição, sob os aspectos mercadológicos.
7) Avaliação da precificação das mensalidades.

8) Avaliação sobre o posicionamento mercadológico ideal para uma instituição de ensino superior na região, com identificação das oportunidades mercadológicas ainda não exploradas.

9) Avaliação de quais os melhores produtos (cursos e modalidades de cursos) para o referido mercado.
 

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Análise Setorial do Ensino Superior Privado no Brasil
Tendências e Perspectivas - 2010

Disponibilizamos a Análise Setorial em forma de assinatura anual que inclui os seguintes benefícios:

Análise Setorial Brasil e Tendências e Perspectivas 2010 (documento impresso).
CD Rom da Análise Setorial Brasil.
Análise Setorial da Unidade da Federação (Estado) sede de sua instituição.
Relatórios de pesquisas complementares, enviados bimestralmente (por e-mail e arquivo em PDF).
Duas atualizações anuais da Análise Setorial Brasil (enviada por e-mail e arquivo em PDF).

A Análise Setorial é um documento fundamental para:

Realização do Planejamento Estratégico da instituição.
Elaboração do PDI – Plano de Desenvolvimento Institucional.
Estudos de expansão através da criação de novas unidades (campi).
Tomada de decisão estratégica gerencial.
Desenvolvimento do Plano de Marketing e Comunicação.
 
Tópicos Abordados
 
Projeção do Crescimento da Demanda no Ensino Superior
A Demanda no Ensino Médio e sua Repercussão no Ensino Superior
O Perfil da Competitividade no Setor Educacional
"Diluição da Demanda"
Fechamento de Algumas IES
Expansão Geográfica das Grandes IES
Consolidação do Setor
Evolução na demanda dos diferentes cursos
Perfil Econômico-Financeiro do Setor
Tendências e perspectivas 2010
Projeções da Demanda para 2005-2010
Tendências na educação internacional
Tendência na educação brasileira
Tendência no marketing e na comunicação da IES
Mudanças no perfil dos ingressos.
Variações nos motivos para a escolha de uma IES.
Análise da decisão de compra de serviços educacionais.
   
Análise Setorial por Unidade da Federação (Estados)
   
Evolução do número de instituições; matrículas; inscritos; vagas oferecidas; alunos ingressos; docentes e funcionários.
Relação ingresso-vaga.
Evolução da relação ingresso-vaga.
Matrículas, Ingressantes e Vagas por Municípios.
Percentual do crescimento da demanda por município.

 


Desenvolvimento
Hoper Consultoria

Apoio
CM Consultoria – Ideal Invest

Publicação
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Coordenação Geral
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Universidades privadas devem R$ 11.000.000.000,00 para o governo e terão facilidade para saldar débitos.

Foi divulgado pela primeira vez na última semana de maio, em uma audiência pública na Câmara dos Deputados em Brasília, o valor total das dívidas das universidades privadas com o governo. O valor - de aproximadamente R$ 11 bilhões - poderá ser quitado em 120 parcelas mensais com o juro Selic (atualmente em 12,5% ao ano) em um projeto que vêm sendo comparado ao Programa de Recuperação Fiscal (Refis).
A composição dessa dívida concentra-se no atraso do pagamento de contribuições previdenciárias (70%). A audiência publica discutiu o Projeto de Lei 920/07, de autoria do Executivo, que amplia as possibilidades de regularização fiscal das instituições participantes
do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). O projeto permite a quitação de débitos fiscais já inscritos na dívida ativa (um valor total aproximado de R$ 494 milhões referentes a 1.107 inscrições relativas a 372 IES privadas) usando os certificados de
valor (títulos públicos) recebidos em contrapartida às bolsas de estudo concedidas. Atualmente, esses certificados só podem ser usados para pagar débitos fiscais e previdenciários correntes, isto é, ainda não inscritos na dívida ativa. O objetivo do governo é fortalecer o Fies e elevar as possibilidades de acesso ao ensino superior (já que as centenas de universidade privadas em dívida com o governo possuem atualmente poucas vantagens ao entrar nos programas de crédito educativo).

Fonte: Uol - Últimas Notícias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Fator Prouni volta a intensificar crescimento do setor.

O ensino superior privado, que vinha sofrendo uma desaceleração no número de ingressantes, reverteu essa tendência e aumentou em 10,9% a quantidade de novos alunos em 2005 em função dos alunos provenientes do Prouni, principal programa de bolsas de estudo do Ministério da Educação.
O crescimento diminuía desde 2001 (entre 2003 e 2004 havia ficado 4%).
Os dados - referentes à região metropolitana de São Paulo - foram publicados em uma recente pesquisa do Semesp. Segundo o estudo, excetuando o programa do governo federal, os 10,9% registrados em 2005 cairiam para 3,5%.
Ainda assim a última edição do ProUni (desse ano) teve uma sobra de 10,6% das bolsas ofertadas. Em parte, o problema está relacionado à estagnação das matrículas no ensino médio. De 1998 a 2000, o número de concluintes desse nível de ensino passou de 1,5 milhão para 1,8 milhão e ficou estacionado nesse patamar. Já as vagas oferecidas por instituições públicas e privadas passaram de 776 mil em 1998 a 2,4 milhões em 2005 (se em 1998 havia uma vaga para cada dois concluintes do ensino médio, sete anos depois o número de vagas é 31% superior ao de concluintes). Isso significa que, se fosse reservada "uma vaga para
cada concluinte do ensino médio" sobrariam 600 mil cadeiras. Para o setor privado, essa relação está ainda mais desfavorável, já que o número de concluintes de escolas particulares de ensino médio - teoricamente aqueles com mais condições de pagar uma mensalidade - diminuiu de 360 mil para 300 mil. Antes, esses estudantes representavam 24% dos concluintes. Hoje, são 16%.
Foram oferecidas em 2007, mais de 108 mil vagas em instituições de ensino superior através do Prouni. Dessas 11.570 vagas não foram preenchidas, a maioria - 9.604 - para bolsas parciais, em que o aluno paga metade da mensalidade. Para aumentar a eficiência do ProUni e também do Fies, o MEC anunciou que enviará ao Congresso projeto de lei com mais prazo para o pagamento do financiamento. Essas alternativas visam absorver por meio desses programas, ainda o alto percentual de adultos sem ensino superior completo - só 9% da população entre 25 e 60 anos tem diploma - indica demanda reprimida no setor.

Fonte: O Estado de São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Edição nº 09– Junho/2007 ...................................................www.hoper.com.br
 
Notícias do setor (Maio / Junho)
 
Apenas 1,6% das instituições privadas alcançaram nota máxima no Enade 2006 (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes).

Na outra ponta um terço dos cursos das instituições particulares de ensino superior (30,2%) avaliados tiveram notas 1 e 2 (as menores de uma escala de 1 a 5). Entre as instituições publicas 21,2% tiveram nota máxima e 16,9% as notas mais baixas.
O exame faz parte de uma avaliação maior do governo federal, o Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior), que conta também com uma avaliação institucional das graduações (que serve como base para a renovação de reconhecimento dos cursos).
O exame avaliou no ano passado mais de 386 mil alunos de 5.701 cursos divididos em 1.600 instituições de ensino superior (a USP e a Unicamp não participam da prova). O Enade 2006, a terceira edição da prova, fechou um ciclo ao avaliar as 15 áreas remanescentes: administração, arquivologia, biblioteconomia, biomedicina, ciências contábeis, ciências econômicas, comunicação social, design, direito, música, formação de professores (normal superior), psicologia, secretariado executivo, teatro e turismo.
Se observadas as regiões do país, a situação do Norte é a mais grave -50% dos cursos tiveram conceitos 1 e 2, enquanto a melhor posição encontra-se na da região Sul (com 28,3% de conceitos 4 e 5).A última edição teve destaque, ainda, por avaliar alguns dos cursos com maior concentração de matrículas do Ensino Superior (seis dos atuais 84 cursos do país concentram 52% de todas as matrículas). O campeão em número de universitários é administração, com 621 mil matrículas (mais estudantes que toda a área de saúde, que inclui medicina, enfermagem e psicologia, entre outros). Os cursos campeões de matrícula são administração, direito, pedagogia, engenharia, letras e comunicação social, dos quais três foram avaliados apenas nessa última edição.