Artigo do mês
Wildenison Sinhorini
fala sobre Núcleo
Docente Estruturante:
requisito legal das IES
As IES devem ficar atentas a esse requisito legal, pois podem acarretar diligências do MEC....

 

 

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Edição Jul-1/2009   www.hoper.com.br
Hoper na Mídia
A Fórmula secreta do bilionário da educação (Revista Isto É Dinheiro ) Leia mais...

Notícias do Setor
• Com 11 aquisições desde o IPO, SEB mostra que educação é negócio
rentável...(InfoMoney) Leia mais...
 
Reestruturação do ensino superior anda a passo largo...
(Jornal do Brasil ) Leia mais...
 
MEC decide mudar o nome dos cursos de engenharia e da área da
saúde... (UOL Educação) Leia mais...
 
Inadimplência no ensino superior de SP atinge maior índice da
década... (InfoMoney) Leia mais...

Análise Setorial Hoper nas mãos dos principais mantenedores e investidores do setor educacional

 
Arquivos eletrônicos do documento anual elaborado pela Hoper Estudos de Mercado já circulam nas mãos de alguns mantenedores e investidores do setor, suscitando discussões sobre os possíveis cenários para o futuro do ensino superior brasileiro.
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Hoper agora no Twitter

 
O boom das mídias digitais vem agilizando sobremaneira a veiculação de informações relevantes de alguns setores para seus interessados e, uma das melhores formas encontradas atualmente é por meio do Twitter, uma ferramenta de comunicação curta, imediata e eficaz.
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Principal Executivo do Banco Morgan Stanley no Brasil visita a Hoper

 
Nesta semana, o presidente da Hoper Ryon Braga recebe Daniel Goldberg, na nova sede da empresa em Foz do Iguaçu.
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Artigo do Mês

 

Núcleo Docente Estruturante: requisito legal das IES

Wildenilson Sinhorini
Consultor Hoper
  Email:wildenilson@hoper.com.br
O Núcleo Docente Estruturante (NDE) já vem sendo proposto pelo MEC desde 2007, através da aprovação preliminar (extrato) dos novos instrumentos de avaliação, os quais foram publicados a partir de setembro de 2008, com a criação dos manuais que orientam os avaliadores designados pelo INEP nos processos de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimentos dos cursos de graduação.

Trata-se do conjunto de professores composto por 30% do corpo docente do curso, de elevada formação e titulação, preferencialmente stricto sensu, contratados em tempo integral e parcial, que respondem mais diretamente pela criação, implantação e consolidação do Projeto Pedagógico do Curso.

O que chama a atenção e as Instituições de Ensino Superior (IES) devem ficar atentas é que a sua existência atende um requisito legal, portanto configura como item obrigatório e, o não atendimento poderá acarretar em diligência, visando o cumprimento ou impugnação do processo.

Com a publicação do Conceito Preliminar de Curso (CPC) em 2008, as IES que obtiveram resultado inferior a 3 em seus cursos de graduação tiveram que receber uma nova visita in loco dos avaliadores do INEP, como parte do processo de renovação de reconhecimento do curso. O resultado destas visitas, em sua grande maioria, foi um desastre para as IES particulares, devido à falta de preparo em relação aos indicadores estabelecidos no novo manual.

Destacam-se como principais itens avaliados nos cursos presenciais: fundamentação do PPC em relação as DCNs e PDI; perfil do Coordenador do Curso; existência e perfil do NDE; perfil do corpo docente do curso; número de livros indicados como bibliografia básica e complementar; periódicos; disciplinas optativa ou obrigatória de Libras.

A falta de atenção e de priorização por parte dos dirigentes e coordenadores, provavelmente pela falta de conhecimento a respeito destes novos indicadores, acarretaram na manutenção do conceito dos cursos em 2 ou 1 (insatisfatório), o que provavelmente gerará, conforme estabelecido na Portaria Normativa no 40 (12/12/07), Art. 36., a elaboração de minuta de protocolo de compromisso firmado entre a instituição e a secretaria competente do MEC.

Ou seja, todos os cursos com conceitos insatisfatórios quando no ato da renovação de reconhecimento, terão que possuir o NDE específico do curso implantado.

As IES que também possuíam processos de autorização ou reconhecimento de curso já devem ter o NDE, sendo que os novos manuais publicados em outubro e dezembro de 2008, respectivamente, contemplam vários indicadores relacionados ao NDE.

Compete aos dirigentes e coordenadores de cursos se informarem a respeito e implantar os NDEs nos seus cursos. Além das informações contidas nos manuais do MEC, o auxílio de uma consultoria em gestão acadêmica pode ajudar nos estudos de viabilidade para minimizar os custos desta implantação e a obtenção do conceito satisfatório.
 
* Wildenilson Sinhorini é Administrador e especialista em Gestão Acadêmica. Consultor na área de Gestão Acadêmica e sócio da Hoper Consultoria. Autor do livro Normas para Apresentação de Trabalhos: Curso de Administração da Uniamérica, 3ª edição (2008).


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Com 11 aquisições desde o IPO, SEB mostra que educação é negócio rentável

 
A aquisição de uma das mais renomadas escolas de São Paulo, o Pueri Domus, foi a 11ª desde que o SEB - Sistema Educacional Brasil (Bovespa: SEBB11) abriu o capital, em outubro de 2007, e a quarta realizada este ano.
 
O valor total da compra, efetuada esta semana, foi de R$ 41,5 milhões. Desse montante, R$ 32,9 milhões foram pagos no fechamento da operação, enquanto os R$ 8,6 milhões restantes referem-se ao pagamento da dívida do Pueri Domus.
De acordo com o diretor financeiro e de Relações com Investidores, Marco Rossi, Pueri Domus era uma instituição de gestão familiar que carecia de musculatura financeira para alçar grandes voos. A intenção do SEB é modernizar a empresa e, com o passar dos anos, também as práticas de ensino, de forma que a expectativa é de dobrar o tamanho da operação da escola em cinco anos.
 
Em maio último, o SEB havia adquirido também o portal de educação Klick Net, empresa que fornece conteúdo para educação infantil, educação fundamental e ensino médio. O valor da transação havia sido de R$ 2,95 milhões. A cifra representa a aquisição de 88,79% do capital social do Klick Net.
 
Estratégia de crescimento
Engana-se quem pensa que cessaram as aquisições do SEB este ano. O diretor de Relações com Investidores afirma que a empresa ainda dispõe de R$ 100 milhões em caixa, caso encontre uma oportunidade de negócio.
 
"Continuamos com um balanço confortável, mesmo com a aquisição do Pueri. Permanecemos à procura de novas oportunidades", explica Rossi, que esclareceu ainda que a empresa não cresce apenas por meio da compra de outras organizações.
 
As estratégias variam de acordo com o segmento de atuação. No caso da educação básica, as aquisições acabam sendo necessárias para o posicionamento do SEB no mercado porque se trata de um segmento que não cresce de forma acentuada. Já no ensino superior, como o foco é o ensino à distância, o SEB busca o crescimento orgânico. "Nessa área, não existem muitas oportunidades de aquisição... Mas não dependemos necessariamente de aquisições para crescer", declara o diretor.
 
Educação pode ser sinônimo de lucro

Ao final de 2007, ano do IPO, o faturamento do SEB somou R$ 140 milhões. Em 2008, esse valor dobrou. Este ano, a empresa já está próxima de triplicar o faturamento pré-IPO. "Temos crescido de forma consistente", diz Rossi.
 
Com a aquisição do Pueri, o SEB se tornou a maior empresa no ramo de educação básica, com 30 mil alunos próprios. O sistema de ensino desenvolvido pelo grupo, por sua vez, já conta com 400 mil alunos. "Esses números nos colocam entre as maiores empresas de ensino do País".
 
Se inúmeras instituições de ensino Brasil afora estão mergulhadas em dívidas, para o SEB, educação é sinônimo de negócio rentável e promissor. Promissor porque o País é extremamente carente de educação de qualidade e, se quiser estar entre as nações desenvolvidas futuramente, terá de investir na formação de mão-de-obra qualificada. Já a rentabilidade depende da qualidade do serviço prestado e da firmeza na hora de cobrar inadimplentes, segundo o diretor financeiro.
 
"A profissionalização da gestão no setor de educação é um fenômeno recente. As dificuldades financeiras que muitas instituições enfrentam hoje se devem a anos e anos de gestão inadequada", avalia ele. "Além disso, o que diferencia as empresas, no setor de ensino, é a qualidade do serviço prestado".
 
Um dos diferenciais do SEB, que deve ser agregado, dentro de alguns anos, ao sistema de ensino do Pueri Domus, é o uso de tecnologia em sala de aula. A empresa foi pioneira no desenvolvimento e na aplicação de tecnologia educacional nos anos 90, com projetos-pilotos de um computador por aluno.
 
Escolha das empresas adquiridas
As aquisições foram cuidadosamente estudadas. Rossi explica que a organização a ser comprada precisa ter a mesma filosofia do SEB, ou seja, ser centrada na qualidade do ensino. Para exemplificar, tanto o Pueri Domus quanto o Grupo Dom Bosco - uma instituição de Curitiba-PR que também foi adquirida pelo SEB, em março do ano passado - são líderes em seus mercados e possuem excelente reputação perante o público e no mercado.

Fonte: InfoMoney

 


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Análise Setorial Hoper nas mãos dos principais mantenedores e investidores do setor educacional

Uma das análises apresentadas neste documento de 2009 refere-se ao crescimento orgânico do setor. Entre 1998 e 2002, o setor apresentou um forte crescimento, em função da grande demanda reprimida. O cenário atual caracteriza-se pela queda e estabilização desse crescimento. As oportunidades de crescimento acontecerão através de fusões e aquisição de IES por grandes grupos de empresas consolidadoras. Tal movimento já está em curso e deverá se acelerar nos próximos anos.
De um mercado extremamente pulverizado, passaremos para não mais do que 12 grupos educacionais detendo mais do que 50% do mercado em 2015.
 
Essas e outras análises do setor educacional privado brasileiro estão concentradas na Análise Setorial Hoper de 2009, a disposição dos interessados pelo email: hoper@hoper.com.br ou pelo telefone da sede em Foz do Iguaçu, PR (45) 3029-1333.
 
 
 

 

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Principal Executivo do Banco Morgan Stanley no Brasil visita a Hoper

Daniel Goldberg faz uma rápida visita à terra das Cataratas do Iguaçu, no entanto, o principal objetivo desse encontro é conversar sobre o futuro do mercado de fusões e aquisições no setor de educação privada no Brasil.

 
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Hoper agora no Twitter

 
A partir de agora todos os interessados em acompanhar o trabalho das empresas ligadas ao Grupo Hoper, como a Hoper Consultoria, Hoper Estudos de Mercado, Hoper Educação e
Hoper Tecnologia, obterão informações quentinhas seguindo a empresa no microblog Twitter. Para isso, basta vc começar a “seguir” a Hoper, desta forma, todas as postagens feitas ficarão disponíveis em sua conta do Twiter, cada vez que vc conectar. Se vc ainda não “twitou”, precisa criar uma conta, neste caso, acesse http://twitter.com, crie sua conta e conecte-se a Hoper.
Nosso endereço na nova mídia é: http://twitter.com/HoperGroup
 
 

 

 
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Reestruturação do ensino superior anda a passo largo

 
Obrigatoriedade de oferta de cursos noturnos, adoção de cotas sociais e aumento do número mínimo de alunos por professor foram os pontos destacados nesta quarta-feira pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, durante a Conferência Mundial da Educação Superior da Unesco, em Paris, como fundamentais para a efetiva implementação do programa brasileiro de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Adotado pelas 55 instituições federais desde 2008, o programa tem como objetivo dobrar o número de vagas no ensino superior. Ao analisar os primeiros números, é possivel prever que de fato a meta será alcançada. O número de vagas na graduação presencial subiu de 124 mil, em 2006, para 149 mil em 2008. Mas os reitores reclamam que as obras nas instituições não estão acompanhando o ritmo de ingresso de novos alunos porque os processos licitatórios e órgãos fiscalizadores são burocráticos.

Temos muitos problemas com o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal que aceitam denúncias vazias e anônimas que só atrapalham – afirma o reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Roberto de Souza Salles. – A burocracia é muito grande e os órgão fiscalizadores partem do pressuposto de que todos são desonestos até que se prove o contrário.

A UFF é a instituição que receberá o maior aporte de recursos do Reuni. São R$ 132 milhões para investimento até 2012. Todos os prédios da universidade estão sendo reformados e outros 14 estão sendo construídos.

É uma reforma que não se fazia há 30 anos – comemora o reitor. – Não temos dúvidas de que alcançaremos as metas. Em 2009 já alcançamos a meta que tínhamos para 2012 de criar dez novos cursos de mestrados e doutorados. No vestibular de 2010, vamos oferecer 5.200 vagas. E, até o final do ano vamos contratar 429 novos docentes.

Estrutura ociosa

O reitor da Universidade Federal da Bahia, Naomar Monteiro de Almeida Filho, também comemora o aumento no número de vagas na instituição. Em 2007, antes da adesão ao Reuni, eram 19 mil alunos. O projeto apresentado pela UFBA previa 37 mil em 2012. O que parecia ambicioso em um primeiro momento, tornou-se realidade muito antes do esperado: a instituição já alcançou a marca de 30 mil alunos. E lançou 41 novos cursos. Para alcançar o feito, a UFBA, assim como a maiorias das federais, criou cursos noturnos. A idéia é usar a estrutura física até então ociosa nesse período do dia.

O número de vagas no período noturno na UFBA subiu de 180, em 2007, para 2.400. Em todo o Brasil, o Reuni permitiu que o número de cursos noturnos de graduação presencial pulasse de 586 em 2006 para 725 em 2008.

A Universidade de Brasília (UnB) também expandiu o número de vagas no período noturno para cumprir as metas do Reuni. Dos nove novos cursos que estavam à disposição no segundo vestibular de 2009, seis são no período da noite. E, segundo a decana de Ensino de Graduação da UnB, Márcia Abraão, a procura por esses cursos já é maior que a dos oferecidos nos períodos matutinos e vespertinos. A UnB também tem procurado ocupar as vagas dos alunos que desistem do curso ou pedem transferência. Com isso, aumentou 50% o número de vagas abertas por transferências facultativas.

Márcia, no entanto, destaca que um problema enfrentado pela UnB está nos baixos salários oferecidos aos técnicos. Segundo a decana, vários desses profissionais contratados no último concurso Reuni feito pela instituição já pediram demissão. E a rotatividade preocupa.

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) também expandiu consideravelmente o seu número de vagas. Em 2009, foram inaugurados 20 novos cursos. Para o vestibular de 2010 estão previstas 800 novas vagas. Cursos à noite e uso de auditórios são algumas das ferramentas para abrigar os ingressos.

Segundo o reitor da instituição, Mauro Braga, o único problema enfrentado pela instituição com o Reuni está no pagamento dos alunos bolsistas de pós-graduação.

Pensávamos que os recursos da bolsa iam ser repassados pela instituição – afirma o reitor. – Mas está sendo feito pela Capes e muitos alunos estão com problemas para receber. A atuação dos bolsistas como monitores são fundamentais para a expansão de vagas.
 
Fonte: Jornal do Brasil
 
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MEC decide mudar o nome dos cursos de engenharia e da área da saúde

 
Engenharia
 
O MEC (Ministério da Educação) anunciou que irá mudar nomes de cursos de engenharia após consulta pública. O meio acadêmico e a sociedade poderão propor mudanças e inclusões até o dia 31 de julho, pela internet. Os 258 nomes diferentes para essas graduações deverão ser reagrupados em 22 nomenclaturas.
 
O excesso de nomes ocorre pelo acréscimo de "sobrenomes" ou de digitação errada, segundo o diretor de regulação e supervisão da Sesu (Secretaria de Educação Superior), Paulo Wollinger. Assim, as nomenclaturas engenharia elétrica, elétrica e eletrônica, eletrotécnica, elétrica e das energias e elétrica industrial passarão a ser denominadas apenas como engenharia elétrica, por exemplo.
 
"O objetivo é organizar as nomenclaturas, não o de pôr camisa de força nos cursos. As instituições podem criar cursos, desde que o perfil profissional contenha diferenças substanciais em relação a algum já existente", explica Wollinger.
No ensino superior, dos 26 mil cursos de graduação existentes, sete mil têm nomes diferentes para o mesmo projeto pedagógico.
 
Saúde
 
O MEC (Ministério da Educação) inicia nesta quarta-feira (15) a consulta pública para a mudança da nomenclatura de graduações de ciências biológicas e da área de saúde. A proposta é reduzir para 14 nomes as atuais 40 denominações. A sociedade poderá enviar sugestões e propostas de mudança até o dia 14 de agosto.
 
Segundo o diretor de regulação e supervisão da Sesu (Secretaria de Educação Superior), Paulo Wollinger, o objetivo é sistematizar as nomenclaturas que, muitas vezes, são digitadas erradas ou têm nomes adicionais: "o MEC não pretende acabar com cursos, mas agrupá-los em um mesmo perfil formativo, com o nome mais consensual no meio acadêmico", explica.
 
As novas denominações só valerão para turmas que iniciarem a partir de 1º de janeiro 2010. Alunos que já ingressaram em cursos com nome atualizado receberão diploma com a nomenclatura atual e quem já se formou permanecerá com o mesmo diploma. As instituições de educação superior terão um prazo para fazer a transição, que termina no próximo ciclo avaliativo do Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) de cada uma.
 
Na nova nomenclatura, o curso de "análises clínicas e toxicológicas" passará a se chamar "farmácia"; o de "ciências da atividade física e do esporte" virará "educação física"; e o de "saúde animal" será chamado de "medicina veterinária".
 
Depois da consulta pública, uma comissão de especialistas se reunirá para fazer as devidas modificações nos referenciais dos cursos das áreas de saúde. A versão final do documento, que facilita a elaboração de projetos pedagógicos e dá orientações sobre os cursos, estará disponível em novembro.
 
Neste ano, a primeira área a ter os nomes atualizados foi a da engenharia, que ainda terá consulta pública até o dia 31 de julho.
 
A atualização das nomenclaturas será feita anualmente, para o caso de surgirem novos cursos, de caráter definitivo ou experimental. Em 2010, por exemplo, haverá uma nova consulta pública entre agosto e setembro, para a revisão dos referenciais de todos os cursos.

Fonte: UOL Educação
 
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Inadimplência no ensino superior de SP atinge maior índice da década

 

Em 2008, a inadimplência registrada nas instituições de Ensino Superior do estado de São Paulo foi a maior da década. Segundo dados do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo), o percentual de não pagantes atingiu 24,5%.

Quando analisada somente a região metropolitana do estado, que representa 57% das matrículas, o índice é 10 pontos percentuais superior ao registrado em todo território paulista, ficando em 34,5%, um aumento de 23% em relação ao ano de 2007.

Já no interior do estado houve uma alta de 8,87% entre 2008 e o ano anterior, passando de uma taxa de 14,9% para 16,3%, em um ano.

No que diz respeito ao porte das instituições, as pequenas, com até 1.500 alunos, registrou inadimplência de 25,2% no ano passado. Nos estabelecimentos de médio porte, o índice foi de 19,8% e nas de grande porte, de 31,1%, no período analisado.

Crise e Baixa Renda

Ainda de acordo com o Sindicato, em 2009, a situação não é muito diferente. No primeiro bimestre do ano, a inadimplência no setor registrou aumento de 11%, se comparado com o mesmo período de 2008.

Na opinião do presidente do Semesp, Hermes Ferreira Figueiredo, os números demonstram que a crise econômica mundial afetou sensivelmente o Ensino Superior privado, aprofundando as dificuldades já enfrentadas pelo setor, como falta de linhas de financiamento adequadas ao aluno e o aumento da participação das classes C e D.

"É preciso levar em conta que esses alunos não têm renda para se manter no Ensino Superior. É nesse contexto que a ampliação do programa de financiamento estudantil do governo se fez necessária. Hoje, os programas deixam muito a desejar - somente 5,6% dos alunos matriculados no Ensino Superior privado são beneficiados pelo ProUni e 6,9% têm acesso ao Fies", disse.

Lei 9.870

Além disso, a entidade atribui à Lei 9.870, que não permite a aplicação de penalidades pedagógicas aos estudantes com mais de três mensalidades atrasadas, a responsabilidade pelo alto índice de não pagamentos no setor.

"Como um setor que depende exclusivamente do pagamento de mensalidades pelos alunos pode sobreviver com uma inadimplência tão alta? O Congresso Nacional poderia ajudar o setor, que é responsável por mais de 74% das matrículas do Ensino Superior brasileiro, votando o projeto de lei 341/2003, que propõe a alteração da lei 9.870. Apenas no nosso setor, a pessoa que não paga pelo serviço que contrata é beneficiada. O aluno acaba, então, priorizando o pagamento de outras dívidas em detrimento da mensalidade escolar", argumenta Figueiredo.
 
Fonte: InfoMoney
 
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