O Núcleo Docente Estruturante (NDE) já
vem sendo proposto pelo MEC desde 2007, através da aprovação
preliminar (extrato) dos novos instrumentos de avaliação,
os quais foram publicados a partir de setembro de 2008, com a criação
dos manuais que orientam os avaliadores designados pelo INEP nos processos
de autorização, reconhecimento e renovação
de reconhecimentos dos cursos de graduação.
Trata-se do conjunto de professores composto por 30% do corpo docente
do curso, de elevada formação e titulação,
preferencialmente stricto sensu, contratados em tempo integral e parcial,
que respondem mais diretamente pela criação, implantação
e consolidação do Projeto Pedagógico do Curso.
O que chama a atenção e as Instituições
de Ensino Superior (IES) devem ficar atentas é que a sua existência
atende um requisito legal, portanto configura como item obrigatório
e, o não atendimento poderá acarretar em diligência,
visando o cumprimento ou impugnação do processo.
Com a publicação do Conceito Preliminar de Curso (CPC)
em 2008, as IES que obtiveram resultado inferior a 3 em seus cursos
de graduação tiveram que receber uma nova visita in
loco dos avaliadores do INEP, como parte do processo de renovação
de reconhecimento do curso. O resultado destas visitas, em sua grande
maioria, foi um desastre para as IES particulares, devido à
falta de preparo em relação aos indicadores estabelecidos
no novo manual.
Destacam-se como principais itens avaliados nos cursos presenciais:
fundamentação do PPC em relação as DCNs
e PDI; perfil do Coordenador do Curso; existência e perfil do
NDE; perfil do corpo docente do curso; número de livros indicados
como bibliografia básica e complementar; periódicos;
disciplinas optativa ou obrigatória de Libras.
A falta de atenção e de priorização por
parte dos dirigentes e coordenadores, provavelmente pela falta de
conhecimento a respeito destes novos indicadores, acarretaram na manutenção
do conceito dos cursos em 2 ou 1 (insatisfatório), o que provavelmente
gerará, conforme estabelecido na Portaria Normativa no 40 (12/12/07),
Art. 36., a elaboração de minuta de protocolo de compromisso
firmado entre a instituição e a secretaria competente
do MEC.
Ou seja, todos os cursos com conceitos insatisfatórios quando
no ato da renovação de reconhecimento, terão
que possuir o NDE específico do curso implantado.
As IES que também possuíam processos de autorização
ou reconhecimento de curso já devem ter o NDE, sendo que os
novos manuais publicados em outubro e dezembro de 2008, respectivamente,
contemplam vários indicadores relacionados ao NDE.
Compete aos dirigentes e coordenadores de cursos se informarem a respeito
e implantar os NDEs nos seus cursos. Além das informações
contidas nos manuais do MEC, o auxílio de uma consultoria em
gestão acadêmica pode ajudar nos estudos de viabilidade
para minimizar os custos desta implantação e a obtenção
do conceito satisfatório.
* Wildenilson Sinhorini é Administrador
e especialista em Gestão Acadêmica. Consultor na área
de Gestão Acadêmica e sócio da Hoper Consultoria.
Autor do livro Normas para Apresentação de Trabalhos:
Curso de Administração da Uniamérica, 3ª
edição (2008).
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A aquisição de uma das mais renomadas
escolas de São Paulo, o Pueri Domus, foi a 11ª desde que
o SEB - Sistema Educacional Brasil (Bovespa: SEBB11) abriu o capital,
em outubro de 2007, e a quarta realizada este ano.
O valor total da compra, efetuada esta semana, foi
de R$ 41,5 milhões. Desse montante, R$ 32,9 milhões
foram pagos no fechamento da operação, enquanto os R$
8,6 milhões restantes referem-se ao pagamento da dívida
do Pueri Domus.
De acordo com o diretor financeiro e de Relações
com Investidores, Marco Rossi, Pueri Domus era uma instituição
de gestão familiar que carecia de musculatura financeira para
alçar grandes voos. A intenção do SEB é
modernizar a empresa e, com o passar dos anos, também as práticas
de ensino, de forma que a expectativa é de dobrar o tamanho
da operação da escola em cinco anos.
Em maio último, o SEB havia adquirido também
o portal de educação Klick Net, empresa que fornece
conteúdo para educação infantil, educação
fundamental e ensino médio. O valor da transação
havia sido de R$ 2,95 milhões. A cifra representa a aquisição
de 88,79% do capital social do Klick Net.
Estratégia de crescimento
Engana-se quem pensa que cessaram as aquisições
do SEB este ano. O diretor de Relações com Investidores
afirma que a empresa ainda dispõe de R$ 100 milhões
em caixa, caso encontre uma oportunidade de negócio.
"Continuamos com um balanço confortável,
mesmo com a aquisição do Pueri. Permanecemos à
procura de novas oportunidades", explica Rossi, que esclareceu
ainda que a empresa não cresce apenas por meio da compra de
outras organizações.
As estratégias variam de acordo com o segmento
de atuação. No caso da educação básica,
as aquisições acabam sendo necessárias para o
posicionamento do SEB no mercado porque se trata de um segmento que
não cresce de forma acentuada. Já no ensino superior,
como o foco é o ensino à distância, o SEB busca
o crescimento orgânico. "Nessa área, não
existem muitas oportunidades de aquisição... Mas não
dependemos necessariamente de aquisições para crescer",
declara o diretor.
Educação pode ser sinônimo
de lucro
Ao final de 2007, ano do IPO, o faturamento do SEB somou R$ 140 milhões.
Em 2008, esse valor dobrou. Este ano, a empresa já está
próxima de triplicar o faturamento pré-IPO. "Temos
crescido de forma consistente", diz Rossi.
Com a aquisição do Pueri, o SEB se
tornou a maior empresa no ramo de educação básica,
com 30 mil alunos próprios. O sistema de ensino desenvolvido
pelo grupo, por sua vez, já conta com 400 mil alunos. "Esses
números nos colocam entre as maiores empresas de ensino do
País".
Se inúmeras instituições de
ensino Brasil afora estão mergulhadas em dívidas, para
o SEB, educação é sinônimo de negócio
rentável e promissor. Promissor porque o País é
extremamente carente de educação de qualidade e, se
quiser estar entre as nações desenvolvidas futuramente,
terá de investir na formação de mão-de-obra
qualificada. Já a rentabilidade depende da qualidade do serviço
prestado e da firmeza na hora de cobrar inadimplentes, segundo o diretor
financeiro.
"A profissionalização da gestão
no setor de educação é um fenômeno recente.
As dificuldades financeiras que muitas instituições
enfrentam hoje se devem a anos e anos de gestão inadequada",
avalia ele. "Além disso, o que diferencia as empresas,
no setor de ensino, é a qualidade do serviço prestado".
Um dos diferenciais do SEB, que deve ser agregado,
dentro de alguns anos, ao sistema de ensino do Pueri Domus, é
o uso de tecnologia em sala de aula. A empresa foi pioneira no desenvolvimento
e na aplicação de tecnologia educacional nos anos 90,
com projetos-pilotos de um computador por aluno.
Escolha das empresas adquiridas
As aquisições foram cuidadosamente
estudadas. Rossi explica que a organização a ser comprada
precisa ter a mesma filosofia do SEB, ou seja, ser centrada na qualidade
do ensino. Para exemplificar, tanto o Pueri Domus quanto o Grupo Dom
Bosco - uma instituição de Curitiba-PR que também
foi adquirida pelo SEB, em março do ano passado - são
líderes em seus mercados e possuem excelente reputação
perante o público e no mercado.
Fonte: InfoMoney
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Principal Executivo do Banco Morgan Stanley no Brasil
visita a Hoper |
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Daniel Goldberg faz uma rápida
visita à terra das Cataratas do Iguaçu, no entanto,
o principal objetivo desse encontro é conversar sobre
o futuro do mercado de fusões e aquisições
no setor de educação privada no Brasil. |
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A partir de
agora todos os interessados em acompanhar o trabalho das empresas
ligadas ao Grupo Hoper, como a Hoper Consultoria,
Hoper Estudos de Mercado, Hoper Educação e |
Hoper Tecnologia,
obterão informações quentinhas seguindo
a empresa no microblog Twitter. Para isso,
basta vc começar a “seguir” a Hoper, desta
forma, todas as postagens feitas ficarão disponíveis
em sua conta do Twiter, cada vez que vc conectar.
Se vc ainda não “twitou”, precisa criar uma
conta, neste caso, acesse http://twitter.com,
crie sua conta e conecte-se a Hoper. |
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Reestruturação do ensino superior anda
a passo largo
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Obrigatoriedade de oferta de cursos noturnos, adoção
de cotas sociais e aumento do número mínimo de alunos
por professor foram os pontos destacados nesta quarta-feira pelo ministro
da Educação, Fernando Haddad, durante a Conferência
Mundial da Educação Superior da Unesco, em Paris, como
fundamentais para a efetiva implementação do programa
brasileiro de Reestruturação e Expansão das Universidades
Federais (Reuni). Adotado pelas 55 instituições federais
desde 2008, o programa tem como objetivo dobrar o número de
vagas no ensino superior. Ao analisar os primeiros números,
é possivel prever que de fato a meta será alcançada.
O número de vagas na graduação presencial subiu
de 124 mil, em 2006, para 149 mil em 2008. Mas os reitores reclamam
que as obras nas instituições não estão
acompanhando o ritmo de ingresso de novos alunos porque os processos
licitatórios e órgãos fiscalizadores são
burocráticos.
Temos muitos problemas com o Tribunal de Contas da União (TCU)
e o Ministério Público Federal que aceitam denúncias
vazias e anônimas que só atrapalham – afirma o
reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Roberto de Souza
Salles. – A burocracia é muito grande e os órgão
fiscalizadores partem do pressuposto de que todos são desonestos
até que se prove o contrário.
A UFF é a instituição que receberá o maior
aporte de recursos do Reuni. São R$ 132 milhões para
investimento até 2012. Todos os prédios da universidade
estão sendo reformados e outros 14 estão sendo construídos.
É uma reforma que não se fazia há 30 anos –
comemora o reitor. – Não temos dúvidas de que
alcançaremos as metas. Em 2009 já alcançamos
a meta que tínhamos para 2012 de criar dez novos cursos de
mestrados e doutorados. No vestibular de 2010, vamos oferecer 5.200
vagas. E, até o final do ano vamos contratar 429 novos docentes.
Estrutura ociosa
O reitor da Universidade Federal da Bahia, Naomar Monteiro de Almeida
Filho, também comemora o aumento no número de vagas
na instituição. Em 2007, antes da adesão ao Reuni,
eram 19 mil alunos. O projeto apresentado pela UFBA previa 37 mil
em 2012. O que parecia ambicioso em um primeiro momento, tornou-se
realidade muito antes do esperado: a instituição já
alcançou a marca de 30 mil alunos. E lançou 41 novos
cursos. Para alcançar o feito, a UFBA, assim como a maiorias
das federais, criou cursos noturnos. A idéia é usar
a estrutura física até então ociosa nesse período
do dia.
O número de vagas no período noturno na UFBA subiu de
180, em 2007, para 2.400. Em todo o Brasil, o Reuni permitiu que o
número de cursos noturnos de graduação presencial
pulasse de 586 em 2006 para 725 em 2008.
A Universidade de Brasília (UnB) também expandiu o número
de vagas no período noturno para cumprir as metas do Reuni.
Dos nove novos cursos que estavam à disposição
no segundo vestibular de 2009, seis são no período da
noite. E, segundo a decana de Ensino de Graduação da
UnB, Márcia Abraão, a procura por esses cursos já
é maior que a dos oferecidos nos períodos matutinos
e vespertinos. A UnB também tem procurado ocupar as vagas dos
alunos que desistem do curso ou pedem transferência. Com isso,
aumentou 50% o número de vagas abertas por transferências
facultativas.
Márcia, no entanto, destaca que um problema enfrentado pela
UnB está nos baixos salários oferecidos aos técnicos.
Segundo a decana, vários desses profissionais contratados no
último concurso Reuni feito pela instituição
já pediram demissão. E a rotatividade preocupa.
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) também expandiu
consideravelmente o seu número de vagas. Em 2009, foram inaugurados
20 novos cursos. Para o vestibular de 2010 estão previstas
800 novas vagas. Cursos à noite e uso de auditórios
são algumas das ferramentas para abrigar os ingressos.
Segundo o reitor da instituição, Mauro Braga, o único
problema enfrentado pela instituição com o Reuni está
no pagamento dos alunos bolsistas de pós-graduação.
Pensávamos que os recursos da bolsa iam ser repassados pela
instituição – afirma o reitor. – Mas está
sendo feito pela Capes e muitos alunos estão com problemas
para receber. A atuação dos bolsistas como monitores
são fundamentais para a expansão de vagas.
Fonte: Jornal do Brasil
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MEC decide mudar o nome dos cursos de engenharia e
da área da saúde |
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Engenharia
O MEC (Ministério da Educação)
anunciou que irá mudar nomes de cursos de engenharia após
consulta pública. O meio acadêmico e a sociedade poderão
propor mudanças e inclusões até o dia 31 de julho,
pela internet. Os 258 nomes diferentes para essas graduações
deverão ser reagrupados em 22 nomenclaturas.
O excesso de nomes ocorre pelo acréscimo
de "sobrenomes" ou de digitação errada, segundo
o diretor de regulação e supervisão da Sesu (Secretaria
de Educação Superior), Paulo Wollinger. Assim, as nomenclaturas
engenharia elétrica, elétrica e eletrônica, eletrotécnica,
elétrica e das energias e elétrica industrial passarão
a ser denominadas apenas como engenharia elétrica, por exemplo.
"O objetivo é organizar as nomenclaturas,
não o de pôr camisa de força nos cursos. As instituições
podem criar cursos, desde que o perfil profissional contenha diferenças
substanciais em relação a algum já existente",
explica Wollinger.
No ensino superior, dos 26 mil cursos de graduação
existentes, sete mil têm nomes diferentes para o mesmo projeto
pedagógico.
Saúde
O MEC (Ministério da Educação)
inicia nesta quarta-feira (15) a consulta pública para a mudança
da nomenclatura de graduações de ciências biológicas
e da área de saúde. A proposta é reduzir para
14 nomes as atuais 40 denominações. A sociedade poderá
enviar sugestões e propostas de mudança até o
dia 14 de agosto.
Segundo o diretor de regulação e supervisão
da Sesu (Secretaria de Educação Superior), Paulo Wollinger,
o objetivo é sistematizar as nomenclaturas que, muitas vezes,
são digitadas erradas ou têm nomes adicionais: "o
MEC não pretende acabar com cursos, mas agrupá-los em
um mesmo perfil formativo, com o nome mais consensual no meio acadêmico",
explica.
As novas denominações só valerão
para turmas que iniciarem a partir de 1º de janeiro 2010. Alunos
que já ingressaram em cursos com nome atualizado receberão
diploma com a nomenclatura atual e quem já se formou permanecerá
com o mesmo diploma. As instituições de educação
superior terão um prazo para fazer a transição,
que termina no próximo ciclo avaliativo do Sinaes (Sistema
Nacional de Avaliação da Educação Superior)
de cada uma.
Na nova nomenclatura, o curso de "análises
clínicas e toxicológicas" passará a se chamar
"farmácia"; o de "ciências da atividade
física e do esporte" virará "educação
física"; e o de "saúde animal" será
chamado de "medicina veterinária".
Depois da consulta pública, uma comissão
de especialistas se reunirá para fazer as devidas modificações
nos referenciais dos cursos das áreas de saúde. A versão
final do documento, que facilita a elaboração de projetos
pedagógicos e dá orientações sobre os
cursos, estará disponível em novembro.
Neste ano, a primeira área a ter os nomes
atualizados foi a da engenharia, que ainda terá consulta pública
até o dia 31 de julho.
A atualização das nomenclaturas será
feita anualmente, para o caso de surgirem novos cursos, de caráter
definitivo ou experimental. Em 2010, por exemplo, haverá uma
nova consulta pública entre agosto e setembro, para a revisão
dos referenciais de todos os cursos.
Fonte: UOL Educação
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Inadimplência no ensino superior de SP atinge
maior índice da década |
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Em 2008, a inadimplência registrada nas instituições
de Ensino Superior do estado de São Paulo foi a maior da década.
Segundo dados do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos
de Ensino Superior no Estado de São Paulo), o percentual de
não pagantes atingiu 24,5%.
Quando analisada somente a região metropolitana do estado,
que representa 57% das matrículas, o índice é
10 pontos percentuais superior ao registrado em todo território
paulista, ficando em 34,5%, um aumento de 23% em relação
ao ano de 2007.
Já no interior do estado houve uma alta de 8,87% entre 2008
e o ano anterior, passando de uma taxa de 14,9% para 16,3%, em um
ano.
No que diz respeito ao porte das instituições, as pequenas,
com até 1.500 alunos, registrou inadimplência de 25,2%
no ano passado. Nos estabelecimentos de médio porte, o índice
foi de 19,8% e nas de grande porte, de 31,1%, no período analisado.
Crise e Baixa Renda
Ainda de acordo com o Sindicato, em 2009, a situação
não é muito diferente. No primeiro bimestre do ano,
a inadimplência no setor registrou aumento de 11%, se comparado
com o mesmo período de 2008.
Na opinião do presidente do Semesp, Hermes Ferreira Figueiredo,
os números demonstram que a crise econômica mundial afetou
sensivelmente o Ensino Superior privado, aprofundando as dificuldades
já enfrentadas pelo setor, como falta de linhas de financiamento
adequadas ao aluno e o aumento da participação das classes
C e D.
"É preciso levar em conta que esses alunos não
têm renda para se manter no Ensino Superior. É nesse
contexto que a ampliação do programa de financiamento
estudantil do governo se fez necessária. Hoje, os programas
deixam muito a desejar - somente 5,6% dos alunos matriculados no Ensino
Superior privado são beneficiados pelo ProUni e 6,9% têm
acesso ao Fies", disse.
Lei 9.870
Além disso, a entidade atribui à Lei 9.870, que não
permite a aplicação de penalidades pedagógicas
aos estudantes com mais de três mensalidades atrasadas, a responsabilidade
pelo alto índice de não pagamentos no setor.
"Como um setor que depende exclusivamente do pagamento de mensalidades
pelos alunos pode sobreviver com uma inadimplência tão
alta? O Congresso Nacional poderia ajudar o setor, que é responsável
por mais de 74% das matrículas do Ensino Superior brasileiro,
votando o projeto de lei 341/2003, que propõe a alteração
da lei 9.870. Apenas no nosso setor, a pessoa que não paga
pelo serviço que contrata é beneficiada. O aluno acaba,
então, priorizando o pagamento de outras dívidas em
detrimento da mensalidade escolar", argumenta Figueiredo.
Fonte: InfoMoney
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