Uma boa parcela dos profissionais mais experientes ainda olha com cara feia quando chega um “jovenzinho” em seu departamento, numa posição maior que a deles. “Quem esse moleque pensa que é? Mal saiu das fraldas e chega aqui querendo dar ordens e mudando a forma como nós conduzimos os trabalhos!”. Acredito que todos já viram uma situação parecida com essa.
O fato é que, cada vez mais, esse cenário vem se repetindo dentro das corporações, pois os jovens de hoje já estão chegando ao mercado de trabalho com uma série de habilidades, que muitas vezes os mais experientes ainda nem haviam ouvido falar. Sinapse tecnológica é uma delas: ligações neuroniais específicas de familiaridade com determinados conhecimentos da era eletrônica e digital. Tudo nessa área pra eles é mais fácil, é intuitivo e, por vezes, chega a ser óbvio.
Os jovens de hoje, pertencentes à “Geração Y” ou, os nascidos após a década de 80, nem precisam aprender; parece que já nasceram sabendo lidar com esse mundo: entrar na internet, se comunicar por meio de diferentes interfaces de mídias, pesquisar, descobrir, acessar diversos conteúdos ao mesmo tempo, trabalhar com dezenas de janelas abertas numa única área de trabalho e, ainda por cima, não perder a concentração e o foco no que é prioritário; ter facilidade de aprender, interagir com o mundo das máquinas. Isso tudo parece meio assustador para os mais experientes.
No entanto, é premente que todos nós nos adaptemos com essa nova realidade. Os jovens chegaram com o gás que precisávamos para oxigenar nossas empresas e, acredite: eles não vão se intimidar! Ou nós aprendemos a respeitá-los e aprendemos com eles, ou estamos fadados ao arquivo morto!
Cyntia Marchetti - Consultora Associada da Hoper para as áreas de Marketing, Comunicação e Web.
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